sexta-feira, 22 de junho de 2007

Travessia Petrô-Terê 2007.

Mais uma vez regressamos satisfeitos da Serra dos Órgãos. O clima foi extremamente camarada com a gente, sem chuvas, céu límpido, pouco frio. Adentramos a portaria de Petrópolis na quinta-feira (dia 7 de junho) às 7:30 da manhã, já havíamos comprado com uma semana de antecedência os ingressos para montanha, muita gente neste dia foi barrada na portaria por falta de ingresso, pois o limite de montanhista para o dia já havia sido atingido. Muita gente teve de dar a volta e entrar por Teresópolis. Participaram desta vez eu, o Márcio, a Patrícia, Marcelinho, Marina, Carlão, Laura, o Fabiano e nos acompanharam na trilha os colegas de São Paulo, Ed, Marcelo e Alex.

Veja a seguir algumas dentre as mais de 300 fotos que tiramos desta vez e em breve estará pronto o nosso DVD da Travessia 2007 com versão pra Youtube também (com 10 minutos). Ano que vem estaremos lá mais uma vez!


Chegando ao Açú, fim do primeiro dia de caminhada.

Campos de altitude.

Castelos do Açú.

Márcio e Parícia.

Alguma semelhança com o Sméagol do Senhor dos Anéis? "Meu precioso!" hahahahahahaha...

Galera reunida sobre as encostas do vale da morte.

Provávelmente esta é a cidade de Guapimirim que fica aos pés da Serra dos Órgãos.

Galera reunida.

Encosta rochosa após o morro do elevador. Muito cuidado na progressão.

Patrícia e Marina com o Garrafão ao fundo.

"Mindingo" na pedra do Sino! Garanto que ele vai sentir saudade dessa cama quando estiver na hora extra da Siemens!

Pedra do Sino.

Nascer do sol nos três picos.

Carlão alisando a mulherada, CUIDADO!!!

Procissão na montanha?! hehehehe...

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Visitantes multados por usar trilha proibida no PARNASO

Parabéns ao pessoal do Parque Nacional da Serra dos Órgãos!!! Essa notícia desce como cerveja gelada!!! Tão boa que é digna de ser postada em nosso blog!!! Vejam:

"Visitantes multados por usar trilha proibida no PARNASO


No feriadão de Corpus Christi a fiscalização do PARNASO multou um grupo de visitantes que entrou irregularmente no parque por trilha proibida no Vale do Caxambu. Outro grupo foi multado por jogar lixo e desrespeitar as normas na área de montanha.

Durante o feriado os ingressos para a Travessia Petrópolis-Teresópolis se esgotaram, atingindo a capacidade de suporte de 100 pessoas entrando por dia para a montanha em cada portaria. Alguns montanhistas tiveram que adiar o passeio para o dia seguinte ou mudar de roteiro.

O grupo autuado entrou irregularmente por trilha proibida e foi multado. A autuação de grupos que entram por trilhas irregulares é mais freqüente nos feriados em que a capacidade de suporte da travessia é atingida, mas o controle dos termos de conhecimento de riscos e responsabilidade permitem a detecção dos visitantes irregulares.

Os visitantes, um grupo de seis pessoas de São Paulo, foram multados em R$ 200,00, além do pagamento das taxas devidas, por causar danos à Unidade de Conservação (Art. 40 da lei de crimes Ambientais). A utilização de trilhas proibidas dificulta a gestão da visitação, compromete a segurança do visitante e a preservação dos campos de altitude, já que o número máximo de visitantes é extrapolado.

A definição das trilhas permitidas e proibidas vem sendo travada no processo de atualização do Plano de manejo do Parque com ampla participação de montanhistas e interessados em geral. As trilhas proibidas são aquelas que comprometem a gestão da visitação (acessos irregulares à UC) ou que cruzam áreas especialmente frágeis, como as trilhas de monitoramento do macaco muriqui.

Outro grupo foi autuado por despejar lixo nos campos de altitude, além de desrespeitar o horário de silêncio e as restrições ao consumo de bebidas alcoólicas. O Parque recebeu muitas reclamações de campistas em função do comportamento inadequado deste grupo no acampamento do Abrigo 4.

PARNASO"


UMA SALVA DE PALMAS PRA GALERA DO PARNASO!!!

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Escaladores de alma, você é um deles?

Pessoal ví essa mensagem do Atila Barros na lista de discussão sobre montanhismo e lembrei da minha primeira travessia Petrô-Terê, quando fui de calça jeans, bota de couro comum e mochila Vidigal...

Escaladores de alma, você é um deles?

Nunca tive patrocínio, jamais ganhei se quer uma passagem de ônibus para Teresópolis, minha primeira mochila não foi da Mammut e minha primeira bota não era Boreal, mesmo assim eu tentei escalar.

Toda essa salada de marcas e esse mundaréu de nomes gringos na rocha às vezesme preocupam, ou melhor, me incomoda. Não sou um grande escalador, e nem estou perto dos grandes nomes da escalada no Brasil, sou fã de todos eles, como todos da minha geração que iniciaram a escalar lendo sobre as conquistas das lendas como Alexandre Portela, André Ilha, Mozart Catão, Sérgio Tartari e muitos outros. A cada vídeo de escalada que pirateava pela internet, e a cada matéria que saia nas poucas revistas de escalada no Brasil, minha vontade de escalar e ir mais longe só crescia, e não seria essa salada das marcas que me colocaria longe das rochas.

No inicio me sentia envergonhado quando caminhava com uma mochila da Trilhas e Rumos e usava a roupa mais surrada para ir a montanha, me sentia um estranho aos olhos dos já mais que preparados membros dos clubes excursionistas. Lembro-me de uma abertura de temporada de montanhismo no Rio de Janeiro, a primeira que participei, quando em uma barraca de um clube excursionista tradicional escutei a logística para se ir à travessia da Serra dos Órgãos (Petrópolis –Teresópolis), eram nomes de equipamentos que nem sonhava em ter, fora a quantidade de coisa que se tinha de lavar, mais uma vez a salada das marcas. Pensei comigo mesmo, como tinha feito este mesmo percurso três vezes sem isso tudo? Será que se tratava da mesma travessia? Será que fui negligente comigo mesmo e com meus amigos? Só fui ter a resposta anos depois.

Escalei durante muito tempo com poucas costuras e mosquetões, revezando corda emprestada de amigos e o pouco equipamento que cada um tinha. Não era o único que escalava assim, rachar uma corda entre amigos era a solução para se continuar escalando.

Hoje me deparo com a garotada que deixa de escalar porque a sapatilha ta apertando, a calça que tenho não serve para caminhar, minha camisa não é de material apropriado para ir à montanha. Já vi gente armado até o pescoço, fantasiado de escalador para fazer Top-Roupe no Grajaú (Rio de Janeiro - RJ), era tanta ferragem na cadeirinha que ficava até ruim de escalar. Parece piada mais não é. Enquanto tem gente que se vira como pode tem gente que se fantasia como quer.

Não sei se isso é fruto das lojas que impõem suas marcas ou do capitalismo que dita a poder aquisitivo até dentro do esporte outdoor. São poucos os que não se importam em estar bem vestido até para ir pro mato, talvez esse fenômeno seja mais visível nas capitais. Vejo a diferença no interior do Brasil, nas cidades mais afastadas dos grandes centros. Quando viajo para escalar no interior deMinas Gerais, vejo a garotada mandando V1 e V3 de sapatilha rasgadinha dos lados e pouco se preocupando se ta usando camisa da solo e bermuda da By. Eles só querem escalar, estar ali, perto da rocha. Sonham em ser um Chris Sharma só para mandar um Dreamcatcher 11b/11c ou correr o mundo para um dia ver uma montanhacom gelo.

Uma vez escalando em São Tomé das Letras, Minas Gerais, pude sentir na pele essa verdade. Emprestei minha Boreal para um dos meninos que escalam por lá, ele estava me dando as dicas de um bloco quando perguntei se ele queria entrar para tentar, passei minha sapatilha pra ele como sempre fazemos entre amigos que escalam juntos, ele me disse que nunca usara uma bota importada, e pouco usou uma nacional, a que ele usava era um Kichute com as travas serradas. Ele mandou o bloco sem nem mesmo suar para passar no Crux. Depois de anos tive a resposta para uma velha pergunta que fiz a mim mesmo.

"Existem dois tipos de escaladores, os de alma e os de fim de semana. Os escaladores de alma só querem estar onde deveriam, perto das rochas ou no topo de uma montanha, os escaladores de fim de semana também estão onde deveriam estar, dentro das lojas e nas listas de e-mail dando trabalho para os moderadores."

Força sempre e boas escaladas!
Atila Barros
http://www.sitedocem.org.br/
http://www.montanha.bio.br/

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Travessia na Argentina.

Dias atrás o nosso camarada Miltão me mandou as fotos da sua última travessia. Eu tinha anotado todos os dados do passeio aqui no meu computador porém ele deu pau e tive que formata-lo, só me sobraram as fotos. Pelo que me lembro o pico por onde passaram se chama "Dedo Gordo" e está a 1800 metros de altitude, a temperatura fica em torno de -5ºC de dia e -15ºC a noite. Há uma foto abaixo onde se pode ver uma pegada de puma, animal comum àquela região.

Vejam: