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terça-feira, 7 de junho de 2011

Nó: Laçada Corrediça



Esse nó eu conheço desde dos 11 anos, época que eu era escoteiro nos Bororós, NÃO É UM NÓ DE ESCALADA NEM DE SEGURANÇA, é pouco conhecido mas é bem útil para quem faz camping e utiliza barracas.

A finalidade desse nó é formar uma alça que pode ser aumentada ou diminuída conforme a necessidade, pode ser utilizado caso um esticador seja perdido ou quebrado. Também é útil para esticar varais e etc.

Não tem segredo, basta seguir o passo-a-passo abaixo:

1-


2-





3-



Obs: Quanto maior ficar a ponta que será passada pelos nós maior será a alça de ajuste.

Pronto!!

sábado, 14 de maio de 2011

Sete Dias na Chapada Diamantina



1º Dia - Salvador - Lençóis

Chegamos a Salvador à 1:00 da manhã, esperamos até as 7:00 para alugarmos o carro. Pegamos um Gol 1.6 com ar que aguentou bem as estradas de terra e seguimos para a cidade de Lençóis. A dica é utilizar a Estrada do Feijão, passando Feira de Santana e indo em direção a Ipirá e seguindo para Itaberaba. A estrada é muito boa e quase não tem caminhões.

Passando o posto policial após Feira de Santana é a primeira saída à direita, é uma saída bem discreta e não vimos placas, o que nos indicou foi o GPS, senão provavelmente teríamos passado.


Exibir mapa ampliado

Chegamos em Lençóis por volta das 13:00, deixamos as coisas na Pousada das Árvores e fomos almoçar no restaurante no rio Mucugezinho onde fica o Poço do Diabo. De lá seguimos para o Morro do Pai Inácio com a intenção de vermos o por do sol, porém não subimos, pois estava chovendo e deixamos para o dia seguinte. Não é necessário pagar entrada, mas existe uma portaria onde o pessoal do GAP (Grupo Ambientalista de Palmeiras) pede uma contribuição voluntária. O ideal é chegar até as 17:00 caso você queira pegar o por do sol lá em cima, após esse horário não é permitido subir. No horário de verão esse limite deve ser alterado então convém se informar na cidade.


Cachoeira do Poço do Diabo

www.pousadadasarvores.com

2º Dia

Acordamos cedo e saímos em direção a Iraquara, que fica a aproximadamente a 1 hora de lençóis, como o tempo estava melhor que no dia anterior fizemos uma parada no Morro do Pai Inácio que fica bem no caminho. A trilha de subida é fácil e leva menos de meia hora para chegar ao topo.


Vista do topo do Morro do Pai Inácio

Em Iraquara fica a gruta da Pratinha e na mesma propriedade a Gruta Azul. Paga-se R$15,00 por pessoa para visitar as duas atrações. Existe a possibilidade de fazer flutuação na gruta da pratinha pelo preço R$20,00 por pessoa, mas optamos apenas por nadar na lagoa. O local fica em propriedade particular e conta com restaurante e banheiros.


Gruta Azul


Gruta da Pratinha


Gruta da Pratinha


Lagoa da Pratinha


Lagoa da Pratinha

Saindo da pratinha fomos para a gruta da Lapa Doce onde é feito um passeio pela caverna que conta com várias formações e tem aproximadamente 900m de percurso, não existe água na gruta que também está em propriedade particular e paga-se R$10,00 por pessoa para fazer o passeio acompanhado obrigatoriamente por monitor.


Entrada da Lapa Doce


Uma das formações da Lapa Doce

3º Dia - Cachoeira da Fumaça



Acordamos cedo já com todas as coisas arrumadas, deixamos a cidade de Lençóis e partimos para fazer a trilha da cachoeira da fumaça por cima. A entrada da trilha fica no Vale do Capão passando pela cidade de Palmeiras. Atravessando a cidade, é só seguir as placas e perguntar para o pessoal da cidade, não tem erro. Entra em uma estrada de terra em boas condições, após passar pelo Pau Ferro, entra à esquerda, segue pela estrada e logo você chega em um vilarejo onde fica a entrada da trilha.


Parte alagada da trilha

A trilha é bem batida, não utilizamos guia e não tivemos dificuldade. A trilha tem aproximadamente 6km, iniciando com uma subida íngreme e ficando praticamente plana pelo resto do percurso. Um pouco antes de chegar à cachoeira, em algumas épocas do ano, você tem que passar por um trecho alagado, sendo necessário retirar os calçados.


Vista da cachoeira pelo lado direito.

Ao fim da trilha, seguindo pela direita é possível ver a cachoeira quase de frente, com uma bela vista de todo o vale. Seguindo pela esquerda e cruzando o riacho, chega-se a um platô (mirante) onde se tem uma vista de toda a cachoeira. No platô, é bom ter cuidado, pois se cair, já era!


Platô


Vista da cachoeira do platô

Retornamos e seguimos para Mucugê, por dentro, sentido Guiné. É uma estrada de terra, não muito boa, não existem muitas placas indicativas. Demoramos cerca de 2h para fazer este trecho de aproximadamente 60km. O ideal é abastecer o carro no primeiro e único posto de Palmeiras, na entrada da cidade, pois o próximo posto é somente em Mucugê. Nos hospedamos na pousada Monte Azul, muito aconchegante e com um café da manhã muito completo, onde comemos praticamente um almoço.

www.pousadamonteazul.com.br


Visual da trilha

4º Dia - Poço Encantado e Poço Azul

Logo cedo, pegamos a BA 142 em direção a Itaetê, com destino a um dos principais atrativos da Chapada: o Poço Encantado. Há uma placa na BA indicando o acesso ao poço, que fica em propriedade particular. Após sair da Ba, segue por uma larga estrada de terra que dá acesso tanto para o Poço Encantado, como para o Poço Azul. Para o Poço Encantado, sai à direita numa estrada de terra secundária, após uma placa indicativa e segue por aproximadamente 6km. Para visitar o poço é necessário pagar a taxa de $20,00 por pessoa.

A visita é feita em grupos de 10 pessoas, em quinze minutos, acompanhados pelo condutor do local e o banho não é permitido. Como tinha somente nosso grupo, ficamos no local por mais tempo e tivemos a sorte de ver o feixe azul formado pelo raio de sol. Segundo os guias, isso ocorre somente entre abril e setembro. O ideal é ir em dias ensolarados e no período da manhã até as 14h.


Poço Encantado

Saímos do Poço Encantado por volta das 11h e seguimos para o Poço Azul. Da estrada de terra principal até o Poço Azul, são 18km. Não existem muitas placas no caminho, o que gera um pouco de dúvida. Seguindo na estrada, em determinado ponto você vê uma vila à direita, mas o caminho é seguindo reto em direção à Fazenda Moreno, até chegar no Rio Paraguassu.


Poço Azul

Estacionamos o carro e atravessamos com uma canoa motorizada (uma voadeira), pagando o valor de $4,00 por pessoa. Para entrar na propriedade particular onde fica o Poço Azul paga-se $10,00 por pessoa. O local tem banheiros e o ótimo restaurante da Dona Alice. É possível flutuar no poço, com colete salva-vida obrigatório. Eles fornecem máscara de mergulho e snorkel. A experiência é sensacional e recomendo à todos. Se você tiver caixa estanque, irá fazer ótima fotos. Caso não tenha, o Israel, um dos proprietários e condutor ao poço, pode tirar ótimas fotos e você já sai de lá com o CD de fotos na mão.


Flutuação

Retornamos para Mucugê, tomamos um banho e fomos ao centro da cidade jantar uma deliciosa pizza no Café.com. Se aceitarem sugestão, peçam a pizza “Vale do Capão”. Vale a pena passar pelo Cemitério Bizantino que fica muito bonito iluminado à noite.


Cemitério a noite

5º Dia Projeto Sempre Viva e Vila de Igatu

Neste dia acordamos um pouco mais tarde, pois o roteiro seria mais tranqüilo e aproveitamos para descansar um pouco. Passamos rapidamente para conhecer o Cemitério Bizantino que fica bem próximo à pousada, na beira da BA 142. Seguindo pela mesma estrada, fomos visitar o Projeto Sempre Viva que tem por finalidade preservar e reproduzir uma variedade de sempre viva (flor) ameaçada de extinção.

Neste complexo também visitamos a Cachoeira da Piabinha, onde é possível banhar-se e seguimos por uma trilha fácil até a Cachoeira do Tiburtino. Paga-se R$10,00 de entrada por pessoa.


Cachoeira da Piabinha


Cor da água da Cahapada Diamantina


Cachoeira do Tiburtino

www.projetosempreviva.com.br

Voltamos para a Ba 142 e seguimos para Igatu. Na estrada há uma placa que indica o acesso à vila, mas tem que prestar atenção, pois a placa é bem na entrada.


Ruínas de Igatu

Segue-se por 6km em uma estrada de terra ruim até chegar ao vilarejo. O passeio vale a pena, pois você pode ver as “Ruínas de Igatu”, antigo vilarejo de casas de pedras construído no período do garimpo e que foi abandonado após a decadência do mesmo.


Ruínas de Igatu

6º Dia – Cachoeira da Fumacinha por cima.

Saímos de Mucugê já com todas nossas coisas no carro, pegamos a BA 142, sentido sul em direção à Cascavel, onde segundo nos informaram ficava o início da trilha. Nas atrações de Ibicoara (Cachoeira da Fumacinha e Buracão) é obrigatório a contratação de guia, porém, como saímos de Mucugê direto para Cascavel arriscamos ir sem guia para fazer a Fumacinha por cima.


Parte plana da trilha

No Vilarejo de Casacavel, não existe placas e poucas pessoas sabiam informar onde era o início da trilha, que fica no povoado de Campo Alegre. Deixamos o carro na sombra de uma árvore, na beira de uma estrada de terra, que demarca o início da trilha.


Gerais do Machambongo ao fundo

Ela segue discreta em direção ao vale, iniciando com uma subida moderada e depois fica plana, onde anda-se grande parte do tempo com vista para os Gerais de Machambongo.


Parte plana da trilha

Por volta de 1h30 de caminhada chega-se à beira de um rio. Neste ponto, resolvemos voltar, pois estávamos no meio da viagem para Ibicoara e tivemos problemas com o protetor do cárter do carro e já era quase 16h30 da tarde, portanto não chegamos até a Cachoeira da Fumacinha por cima.


Protetor do cárter caído

Voltamos novamente para a BA 142 até a cidade de Ibicoara. Dormimos na Pousada Ibicoara que fica no centro da cidade. É uma pousada bem simples e o pessoal muito receptivo e simpático.

7º Dia Cachoeira do Buracão


Espalhado

Na noite anterior, o pessoal da pousada indicou um guia para nos levar à Cachoeira do Buracão. É obrigatório estar com um guia credenciado da cidade. O nosso guia, Márcio, da Associação de Guias Bicho do Mato, cobrou R$ 100,00 pelo dia para levar 06 pessoas, pois um casal que estava na pousada também foi conosco.


Cachoeira do Buraquinho

O passeio leva o dia todo, é interessante levar água, lanche de trilha e protetor solar. Para entrar na cachoeira paga-se, além do guia, R$ 20,00 de entrada por pessoa. A trilha é fácil, não há trechos íngremes e o visual é muito bonito.


Cachoeira das Orquideas

A primeira parada é no Espalhado, junção de alguns rios. Logo após chegamos em um mirante onde vemos a cachoeira do Buraquinho, prosseguimos acompanhando o rio, passamos pela Cachoeira das Orquídeas até chegar no Recanto Verde.


Cachoeira do Recanto Verde

Um pouco abaixo, o guia já nos fornece coletes salva-vidas (uso obrigatório) para chegarmos até a Cachoeira do Buracão. Há duas formas: ou pelas pedras, passando por uma pinguela, ou nadando pelo cânion, contra a correnteza. Como o volume d’água estava alto, fomos nadando, pois a pinguela estava molhada e escorregadia. Porém, independente disso, iríamos nadando de qualquer forma! A experiência é mais divertida e o visual deslumbrante, porém não foi possível tirar fotos, pois não deu para levar a câmera.


Cânion do buracão

A dica é levar caixa estanque ou máquina fotográfica a prova d’água. No retorno é possível tirar fotos de cima da cachoeira.


Cachoeira do Buracão vista por cima

Para quem quiser contratar o Márcio:



Nesta noite dormimos na pousada e de madrugada saímos de volta à Salvador.


Cachoeira do Buracão vista por cima


Pousada Ibicoara: 77-3413-2276


É nois

Observações Finais:

Melhor Época:

O Parque Nacional da Chapada Diamantina pode ser visitado em qualquer época do ano. No verão, de Dezembro à Março, é o período que chove mais e as cachoeiras ficam mais volumosas, mas é entre Abril e Setembro que o raio de luz entra no Poço Encantado.

Mapa do circuito que fizemos:


Exibir mapa ampliado

O guia abaixo é muito difundido na região e acabamos comprando porém na minha opinião ele é um guia muito mais comercial que orientativo, traz uma grande relação de estabelecimentos comerciais nas cidades e trata superficialmente as informações necessárias para você se virar sozinho, tipo como chegar, trilhas, passeios, etc.
Eu não recomendo.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nas montanhas do Peru

Apesar de trabalhar na área de produção audiovisual infelizmente não tive a oportunidade de captar as imagens dessa trip. Fiz essa pequena edição com as imagens que o Marcelo e o Márcio captaram com suas handcams e câmeras fotográficas. O local é exuberante e isso ajuda qualquer cinegrafista! hehehe...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Expedição Huayhuash

 Foto: M.Marques

UBICACION: Esta Cordillera Se encuentra en el naciente del ramal occidental de los andes del norte, que se desprende del nudo de Pasco, comprende glaciares que se extienden en una longitud aproximada de 30 Km. con orientación norte sur. Entre las coordenadas 10º 12`- 10º 27` de latitud sur y 7 6º 42` - 77º 00 de longitud oeste. Dentro de la división política del país se encuentra en los límites territoriales de los departamentos de Ancash, Huánuco y Lima.

Ubicada a aproximadamente 50 kilómetros al sur de la Cordillera Blanca , 250 kilómetros al nordeste de Lima, Huayhuash es considerada una de las cadenas montañosas menos conocidas del mundo y, a la vez, una de las más hermosas, cuenta con un rosario de picos nevados de gran hermosura, entre los que destacan el Yerupajá y docenas de lagunas glaciares de belleza incomparable: Carhuacocha, Jahuacocha, Mitucocha, entre otras.

OROGRAFÍA: La Cordillera Huayhuash extiende desde Pariacaca hasta Huallanca, en cuyo espinazo ve una sola columna, cuando no es así, pues, a lo largo de esta cadena existen varias cordilleras con autonomía y perfil definidos, como son las cordilleras de la Viuda , Rumicruz y Raura.

El macizo Huayhuash es la segunda sección de la cordillera occidental que sigue inmediatamente a la cadena Raura, finaliza su recorrido poco después del paso de Pucacalla (4700 m.s.n.m.), accidente que sirve de nexo a las provincias de Lauricocha (quebrada de Puchca) y Oyon (quebrada de Pucaranra), a partir del mencionado paso comienza Huayhuash siendo Ararag el primer picacho del complejo, en cuyo pie de monte (lado norte) se encuentra el abra del mismo nombre (4770 m.s.n.m.) vía de paso obligado entre las provincias de Lauricocha (quebrada de Huayhuash) y Cajatanbo (quebrada de Pumarinri). Aquí, apenas comienza el desplazamiento de la cordillera, surge un brazo que, desprendiéndose de la columna principal, se interna al oeste donde se levantan los nevados Puscanturpa (5550 m.s.n.m.), Cuyocraju (5320 m.s.n.m.), Pumarinri (5465 m.s.n.m.), Pariaucru (5572 m.s.n.m.) y Huacshash (5644 m.s.n.m.), ramal que avanza hasta el centro poblado de Uramaza, ubicado cerca a la ciudad de Cajatambo, La cadena, cuyo nevado inicial es el Huayhuash, nombre que se hace extensivo a todo el complejo cordillerano, prosigue su desplazamiento hacia el norte formando una singular e imponente columna de glaciares, siendo uno de los pocos escenarios paisajísticos de belleza extraordinaria a nivel mundial, con altitudes que fluctúan entre los 5000 y 6000 m.s.n.m., estas altas montañas, vistas desde el lado oriental, tienen la siguiente alineación: Huayhuash (5664 m.s.n.m.), Jurau (5650 m.s.n.m.), Carnicero (5980 m.s.n.m.), Sarapo (6143 m.s.n.m.), Siula (6356 m.s.n.m.), Yerupajá (6634 m.s.n.m.), Santa rosa (6220 m.s.n.m.), Jirishanca (6126 m.s.n.m.), Rondoy (5890 m.s.n.m.), Ninashanca (5637 m.s.n.m.) que después de 30 Km. de desplazamientos culmina en el paso de Cuncush grande ubicado a 4660 m.s.n.m.

Foto: M.Marques

En la vertiente occidental, a partir del Yerupajá un brazo de la cordillera avanza hacia el suroeste (línea limítrofe entre Lima y Ancash) internándose en tierras meridionales en la provincia de Bolognesi llegando cerca del pueblo de Huayllapa, ramal que esta formado por los glaciares Rasac (6017 m.s.n.m.), Tsacra (5774 m.s.n.m.) Huacrish (5622 m.s.n.m.), Suerococha (5350 m.s.n.m.), Rosario (5664 m.s.n.m.), Auxilio (5557 m.s.n.m.), Diablo mudo (5350 m.s.n.m.), entre otros.
Así mismo entre el arco formado al iniciar el desplazamiento de la cordillera por el ramal que avanza a Cajatanbo y el brazo que se desprenden del Yerupajá, cuyo accidente geográfico acabamos de describir, hay un pequeño archipiélago de glaciares constituido por Caramarca (5452 m.s.n.m.), Juitushhuarco (5449 m.s.n.m.), etc., cuyos deshielos alimentan a las lagunas Sarapococha, Ruricolluta y Juraucocha donde nacen los arroyos de Calinca y Segya, corrientes matrices del río Huayllapa que al unirse con el río Pumarinri que viene de la laguna Viconga forman el río Rapay tributario del Pativilca.

Foto: M.Marques

Prosiguiendo en la columna principal, a pocos Km. al norte de Ninashanca, se encuentra los pasos de Gasha (abierto, tajado), alta montaña de perfil abrupto cubierto de mantos de guijarros y pedruscos movedizos asentados sobre capas de arcilla, y Gaganan (peñascal), por donde se desplazan los caminos de herradura que unen a las provincias Lauricocha (quebradas de Janca y Pucacocha ) y Bolognesi (quebrada de Matacancha ), siendo la mas utilizada por su solidez, accesibilidad y suave pendiente (70º) el abra de Gaganan (4700 m.s.n.m.) cabe indicar que en este lugar la crecía de la montaña tiene un ancho que no excede de 3 metros, en cuya plataforma el camino cambia de dirección (180º), en una curva cerrada y peligrosa.
Los tramos sur y central del flanco occidental de la Cordillera Huayhuash muestran un relieve agreste, quebrado y complejo, fisonomía que hacia el norte va tomando perfiles mas precisos, esta cordillera observada de Chiquián (3400 m.s.n.m.), capital de la provincia de Bolognesi, centro urbano importante ubicado a 25 Km. al oeste de este sistema, presenta un relieve accidentado con numerosas montañas, picachos, acantilados y quebradas, y, en algunos casos, con una inclinación menos pronunciada que el flanco oriental.
Se dice que las cordilleras jóvenes se caracterizan por que sus montañas tienen perfiles elevados, imponentes y anfractuosos que, de ves en cuando, se mueven impulsadas por fuerzas internas asociadas con los fenómenos volcánicos y los efectos de los diferentes tipos de erosión aun no son notablemente visibles, descripción que muy bien tipifica a la cordillera Huayhuash ; se afirma que este macizo apareció hace 75 millones de años y en comparación con otros sistemas montañosos, es una formación cordillerana reciente.
Adam Kolff, geógrafo norteamericano, formula el siguiente comentario (cordillera Huayhuash, p. 37): Huayhuash es una cordillera relativamente joven en términos geológicos, formado hace 50 a 75 millones de años durante la edad mesozoica. Su impresionante relieve accidentado ha sido labrado tanto por la elevación de antiguos fondos marinos como por la erosión hídrica y los efectos de la glaciación. El material consolidado que forma la cordillera consiste principalmente, de rocas sedimentarias cuarcita, la piedra caliza y la pizarra mientras que las bases de las montañas están formadas principalmente de granodiorita. El extremo sudoeste de la cadena tiene también roca volcánica extrusiva reciente.
Geomorfologicamente se trata de un gran zócalo de granito sobre el cual emergen verticales rocas calizas. Como se indico oportunamente, casi la totalidad de la cordillera Huayhuash esta formado por rocas calizas, encontrándose en menor proporción la granodiorita, andesita, granito, rocas pizarrosas y grafito.
Por otra parte, sobre la formación de las nieves y glaciares en la Cordillera Huayhuash , existen diferencias relacionadas con la altitud pues en el lado oriental dicho fenómeno se produce entre los 4800 a 4900 m.s.n.m. y en el lado occidental a partir de los 5000 m.s.n.m., fenómeno que podría explicarse por el mayor tiempo de exposición que la insolación tiene en dicho flanco.
En la cordillera Huayhuash el limite de nieve perenne esta situado a los 4900 m.s.n.m. al noreste; a 5000 m.s.n.m. al sureste y 5200 m.s.n.m. al oeste.
Si observamos al Yerupajá (10º 16´´ 0´ LS y 76º 54´´ 08´ LO) desde el lado occidental del complejo (Bolognesi), vemos que no es un pico esbelto, imponente y macizo como muestra su cara oriental (Lauricocha), sino una mole gigantesca, dominante y poco atractiva que absorbe y minimiza a la mayor parte de los nevados de su entorno; finalmente, visto de la zona de Cajatambo (lado SO), presenta el perfil de un elevado trapecio vertical de paredes escarpadas.
A la distancia de la Cordillera Huayhuash parece ser un solo nevado gigantesco - el Yerupajá (6634 m.s.n.m.), el punto mas alto de la enorme cuenca amazónica rodeada por una serie de cumbres secundarias. Cuando uno se va acercando a la cordillera se comienza a ver que hay más de una docena de cumbres serradas a lo largo de una sola cresta cubierta de hielo, cada una con su singular belleza.
Esta compacta cadena es quizás la mas espléndida de todos los andes peruanos.

Foto: M.Marques

Asimismo, de las inmediaciones del nudo de Pasco el observador que dirige su mirada hacia el norte tropieza al noroeste con la Cordillera Huayhuash la misma que, absorbida por el Yerupajá, toma la forma de una gigantesca mole que se levanta sobre una extensa meseta que contrasta con otra no menos dominante como es la cordillera de Huachon, ubicada al noreste, en cuyo conglomerado se destaca el nevado Huagrunchu. Son dos formaciones montañosas, una frente a la otra, que sugiere la idea de que entre ambas existe una confrontación permanente: parecen dos gigantes prestos a entrar en combate, detalle que abona la imaginación creativa del campesino, dando pie a hermosas leyendas.
Encontrarse a esas alturas, casi a la misma dirección de los glaciares, mirarlo cara a cara, observar la grandeza de las montañas, la amplitud de los horizontes y la infinitud del cielo, comparar la edad de estas cadenas que tiene millones de años con la existencia del hombre, este resulta ser un ser pequeño, débil y finito sujeto a los avatares de la naturaleza y de otras fuerzas que gobiernan el universo. Son experiencias que motivan una profunda meditación sobre el destino de la humanidad. ¿De donde venimos? ¿Qué hacemos? ¿Hacia donde vamos?, realmente es sobrecogedor y escalofriante.

Foto: M.Marques

El Yerupajá, después del Huascarán (6768 m.s.n.m.), es la montaña mas alta del país y una de las 10 mas elevadas de Sudamérica; por su majestuosidad, su extraordinaria belleza y la verticalidad de sus paredes (lado oriental), es un lugar excepcional para el montañismo siendo, a nivel mundial, uno de los glaciares mas visitados; es aquí, en su lado oriental, donde nace el Rió Nupe uno de los troncos del Marañón, corriente que aparece 60 Km. al noreste como resultado de la confluencia de los Ríos Nupe y Luricocha.

Cordilheira Huayhuash

Programacio para 2010

Período: De Septembro hasta Mayo.

Foto: M.Marques
ITINERARIO:

Día 1: Llegada a la ciudad de Huaraz (3100 m.), instalación en el Hotel, después del desayuno salida a la laguna de Churup 4450 m., para aclimatar, salida de Huaraz hacia el pueblo de Pitec, pasando por diferentes pueblos pintorescos como: Nueva Florida, Unchus y Llupa. Desde Pitec se empieza a caminar cuesta arriba en un tiempo aproximado de 2 1/2 horas, pasando por rocas donde es necesario hacer escaladas fáciles para llegar a la laguna, después de estar en la laguna durante 1 hora aprox. se regresara hacia Pitec, para luego regresar a Huaraz, por la tarde libre y verificación del material de campamento para Huayhuash Trek.

Día 2: Salida de la ciudad de Huaraz a la hora acordada hacia la ciudad de Chiquián, en el trayecto pasaremos por diferentes pueblos de la parte Sur del Callejón de Huaylas como Recuay, Ticápampa, Cátac, llegando así a la laguna de Conococha 4050 m., desde este punto ya se puede ver la Cordillera Huayhuash y dejando atrás a la Cordillera Blanca y después de llegar a Chiquián continuaremos hacia Llamac 3250 m., donde será nuestro primer Campamento.
 
Foto: M.Marques

Día 3: Salida a las 8:00 a.m. de Llamac (3250 m.) a Jahuacocha (4100 m.). Caminata de 6 a 7 horas aprox. Se observan los primeros nevados como el Ninashanca, Rondoy, Jirishanca, Yerupajá Chico y Yerupajá Grande. El trayecto será subida hasta llegar al paso de Pampa Llamac 4300 m., después se pasa por un rodeo hasta llegar al campamento de Jahuacocha.

Día 4: Jahuacocha (4100 m.) - Cuartelhuain (4100 m.). Caminata de 6 a 7 horas aprox. Se bordea la laguna de Jahuacocha, después se asciende hacia el paso de Sambunya 4800 m. Desde donde se puede apreciar la laguna de Solterococha y los nevados de Ninashanca, Rondoy, Jirishanca, Yerupajá Chico y Yerupajá Grande, Rasac, entre otros. Descenso hasta llegar al Campamento de Cuartelhuain.

Foto: Marcelo Wood

Día 5: Cuartelhuain (4100 m.) - Laguna de Carhuacocha (4100 m.). Caminata de 7 a 8 horas. Se asciende al primer paso de Cacananpunta (4700 m.). Se observan algunos nevados como el Ninashanca, Rondoy, lagunas como el Pucacocha, Yanacocha Chico y el Grande. Luego se desciende hasta llegar al pueblo de Janca, después de un descanso empezaremos a subir hacia el segundo paso de Punta Carhuac (4650 m.). Descenso por la quebrada de Carhuac hasta llegar a nuestro campamento en Carhuacocha. Vista panorámica de los nevados de Jirishanca Chico, Jirishanca Grande, Yerupajá Chico, Toro, Yerupajá Grande, Siula y Carnicero, etc.

Día 6: Laguna de Carhuacocha (4100 m.) - Huayhuash (4300 m.). Caminata de 7 a 8 Horas aproximadamente. Se pasa la ruta alternativa el tercer paso de Siula (4850 m.) en el trayecto pasaremos por tres bellas lagunas Garangacocha, Siulacocha y Quesillococha. También se aprecia los Nevados Jirishanca Chico, Jirishanca Grande, Yerupajá Chico, Toro, Yerupajá Grande, Siula y Carnicero, etc. Llegando al paso de Siula, vista panorámica también de los nevados de Trapecio, Puscanturpas, Millpo y la Cordillera Raura. Descenso por en medio de las Lagunas de Atocshaico, Carnicero. Observamos los nevados Siula, Jurau, Carnicero y Trapecio, etc. Llegada a Huayhuash donde será nuestro campamento.

Foto: M.Marques

Día 7: Huayhuash (4300 m.) - Laguna Viconga (4400 m.). Caminata de 5 a 6 horas aproximadamente. Se pasa el cuarto paso de Portachuelo o Araraj (4750 m.). Se observa los nevados de Carnicero, Jurau, Trapecio, Puscanturpa, Cuyoc, Millpo, y parte de la Cordillera Raura. Llegada a nuestro campamento en Viconga (4400 m.). Por la tarde se podrá aprovechar para darse un baño en las aguas termales de Atuscancha (4400 m.).

Día 8: Laguna Viconga (4400 m.) – Laguna Surasaca (4350 m.) - Churín (2265 m.) 7 a 8 horas. Caminata hacia el paso de Portachuelo de Viconga a 4800 m., desde aquí tendremos una hermosa vista de la Cordillera Raura y la parte sur de la Cordillera Huayhuash, desde aquí también se puede ver la laguna de Surasaca, en donde nos espera el transporte para llevarnos al Pueblo de Churín en el trayecto pasaremos por los pueblos de Quiches, Cashaucro y Oyón, para luego arribar a Churín, en este pueblo disfrutaremos los baños termales, traslado al hotel en Churín

Foto: M.Marques

Día 9: Retorno de Churín a Huaura - Pativilca - Huaraz o directamente traslado a Lima. Fin de nuestros servicios.
Foto: M.Marques


IMPORTANTE: Este es tan solo un itinerario propuesto, y podrá ser modificado si el Guía Líder de la expedición así lo considere necesario, para acomodarse a las condiciones del clima, del grupo u otros factores.

Por: M.Marques
Email: miltonmarques@meridies.com.ar