segunda-feira, 30 de julho de 2007

Técnicas de Segurança na Escalada

Alguns dos erros mais comuns e que podem causar acidentes numa escalada.

l. Uma má comunicação entre os escaladores pode levar o participante (segurador) a soltar a segurança do guia antes do tempo. O guia então se pendura na corda esperando ser travado e despenca. Lembre-se que uma boa comunicação é absolutamente essencial.

2. O guia cai e um participante desatento deixa a corda correr até o guia bater no chão. Isto não é difícil de acontecer quando o guia está em algum ponto entre o primeiro e o terceiro grampo da via e o segurador deixa a corda com uma barriga muito grande.

3. O participante dá segurança muito afastado da base da via e é arrastado para a parede com a queda do guia, adicionando mais corda a queda do mesmo, causando ferimentos no segurador e possivelmente a queda do guia até o chão.

4. O segurador arma o aparelho de segurança errado e não consegue deter a queda do guia (comum com o gri-gri). Cheque sempre.

5. O guia esquece de completar o nó de encordamento. Uma vez começado um nó, não permita que nada distraia você até que tenha terminado o nó. Então confira para ver se está tudo certo.

6. O guia se desespera com uma queda eminente e cai sem controle. Tente manter uma posição estável ao cair. E afaste a corda do seu calcanhar.

7. O guia ou o participante esquece de fazer a segunda passada na fivela do baudrier (muito comum). Cheque duplamente.

8. O guia passa a corda erradamente pelo mosquetão e ao cair a corda se desclipa. Preste atenção no sentido da corda sobre os mosquetões. Use mosquetões de rosca em pontos cruciais.

9. O mosquetão é forçado com a janela aberta e se parte. Tome cuidado com o posicionamento de seus mosquetões e troque-os quando estiverem extremamente usados.

10. A corda sai do top-rope. Use sempre mosquetões de rosca ou dois mosquetôes simples com janelas opostas.

11. O guia é descido, em top-rope, com a corda deslizando por dentro de uma fita (e não um mosquetão).

12.A ponta da corda passa pelo freio do participante enquanto o guia é descido, levando-o ao chão (mais comum do que se imagina). O simples encordamento do segurador evitaria este indesculpável erro.

Fonte: Revista Fator 2 / 1999

domingo, 29 de julho de 2007

O consumidor montanhista.

A grande parte dos consumidores de produtos para a prática do montanhismo está inserida entre grupos de jovens de classe média, universitários, profissionais liberais e empresários. Infelizmente ou felizmente, o montanhismo vem se tornando uma atividade de elite visto a procedência de seus equipamentos e ao valor do dólar. O fator de valorização do dólar ante o real contribui para que empresas brasileiras se empenhem em criar equipamentos nacionais de montanhismo a preços justos. De chapeletas à cadeirinhas as empresas brasileiras criam bons equipamentos e abastecem o mercado nacional com muitos produtos de qualidade e também, infelizmente, algumas outras empresas sem um nome a zelar despejam muitas porcarias que não possuem o menor suporte técnico e que são testados diretamente nos clientes, leia-se "nos cobaias". Com o empecilho gerado pelo alto custo dos equipamentos importados, muita gente que pratica o montanhismo, mas não tem suficiente provisão financeira para a compra de equipamentos importados de marcas conceituadas, acabam por adquirir produtos nacionais que são mais baratos, dentre estes muitas marcas desconhecidas. Muitas marcas nacionais oferecem produtos de primeiríssima qualidade, oferecem preços módicos e atendem o cliente adequadamente quando este necessita de suporte e assistência técnica porém, existem as chamadas "maçãs podres" nesse mercado.
Para que estas empresas ruins passem a atender adequadamente com zelo, respeito e preocupação em resolver satisfatoriamente os problemas que, por ventura venha apresentar algum cliente e para que os bons fabricantes não se infectem pela má reputação dos incompetentes faz-se necessário que todos estejam cientes de seus direitos e que estejam dispostos a fazer com que estes se CUMPRAM.
A lista a seguir visa mostrar algumas dicas para que o consumidor montanhista não experimente transtornos após adquirir equipamentos no mercado convencional:
Tenha sempre em mente que seu equipamento deve ser o quanto melhor possível e que um produto muito barato pode acabar saindo caro e além disso, um produto desconhecido que custe caro ou seja de preço equivalente ao similar de marca renomada, também pode lhe trazer transtornos. Procure conhecer a fundo o produto que for comprar e, na dúvida, prefira uma marca conhecida. 
Todo bom produto vem acompanhado de TERMO DE GARANTIA, caso não tenha, a sua nota fiscal será sua garantia. O lojista é obrigado a lhe fornecer NOTA FISCAL DISCRIMINADA ou seja, o nome e modelo do produto deverá estar descrito no conteúdo deste documento, exija isto. Na legislação brasileira todo produto durável tem garantia de 90 dias (Art.26 II C.D.C.) , portanto, qualquer garantia de produtos duráveis com prazo inferior a este é ILEGAL ou será obrigatóriamente somada ao prazo legal. Ex. O logista te deu um mês de garantia? Então você tem a garantia que ele deu mais a garantia legal de 90 dias, o que dá 4 meses de garantia.

No caso de defeito do produto, este poderá ser reclamado dentro do prazo da garantia, mesmo que você o tenha utilizado e ele esteja sujo. O defeito é decorrente de vícios na fabricação e não de utilização normal do produto. Constatado defeito, o fornecedor terá o prazo legal de 30 dias para resolver o problema. Caso não seja sanado no prazo previsto poderá o cliente exigir, à sua escolha, seu dinheiro de volta (corrigido monetariamente), ter o produto substituído por outro de mesma espécie ou ter um abatimento do preço proporcionalmente a desvalorização que o defeito cause (Art. 18 §1º I,II,III C.D.C.).
Ocorrendo o atraso no prazo, fatalmente o lojista alegará que o problema ocorre por culpa do fornecedor ou fabricante. NÃO ACEITE ISTO COMO DESCULPA! A responsabilidade é estendida solidariamente à todos que compões o elo básico de colocação do produto no mercado ou seja, se você escolheu entregar seu produto defeituoso ao lojista que fez a venda, ele estará obrigado a cumprir os prazos e também poderá ser alvo de processos caso não cumpra as normas da legislação (Art. 7º C.D.C.). Do mesmo modo você poderá cobrar isto diretamente do fornecedor, isto é de sua exclusiva escolha.
No caso de perdas e danos causados pela falha no equipamento, estarão o fornecedor e o lojista solidariamente responsáveis por indenizar (Art. 51 I C.D.C). Deverão, as perdas e danos, serem efetivamente comprovadas em juízo ou seja, você terá que provar contundentemente que teve prejuízo material decorrente da falha do produto. Exemplo: Por causa de um defeito em uma bota de escalada em gelo você sofreu congelamento em um dos pés. Provando o fato você deverá ser indenizado.
Caso o lojista ou fornecedor mostrem-se desinteressados em resolver seu problema faça valer o seu direito e procure um órgão do PROCOM para registrar sua reclamação, ou mesmo dirija-se ao FÓRUM mais próximo e faça uma reclamação verbal a secretaria do JUIZADO ESPECIAL, leve todos os documentos com cópias que você tiver (CIC, RG, nota fiscal, endereço e nome do logista, etc.), você não precisa de advogado para reclamar junto ao JUIZADO ESPECIAL dependendo do valor da causa. Estes órgãos são extremamente competentes e rápidos na resolução destes problemas. Então, não ameace. Faça!
Seguindo estas dicas você estará não só exercendo sua Cidadania, mas também contribuindo para que maus fornecedores e lojistas não infestem também, o meio do montanhismo. Faça valer seus direitos e não seja mais um adepto da turma do "deixa disso" pois desta forma só contribuirá para a proliferação desta peste que se alimenta de IMPUNIDADE.

Princípios de Conduta Consciente em Ambientes Naturais

1. Planejamento é Fundamental

  • Entre em contato prévio com a administração da área que você vai visitar para tomar conhecimento dos regulamento e restrições existentes.
  • Informe-se sobre as condições climáticas do local e consulte a previsão do tempo antes de qualquer atividade em ambientes naturais.
  • Viaje em grupos pequenos de até 10 pessoas. Grupos menores se harmonizam melhor com a natureza e causam menos impacto.
  • Evite viajar para áreas populares durante feriados prolongados e férias.
  • Certifique-se de que você possui uma forma de acondicionar seu lixo (sacos plásticos), para trazê-lo de volta.
  • Escolha as atividades que você vai realizar na sua visita conforme o seu condicionamento físico e seu nível de experiência.

2. Você é responsável por sua segurança

  • O salvamento em ambientes naturais é caro e complexo, podendo levar dias e causar grandes danos ao ambiente. Portanto, em primeiro lugar, não se arrisque sem necessidade.
  • Calcule o tempo total que passará viajando e deixe um roteiro de viagem com alguém de confiança, com instruções para acionar o resgate, se necessário.
  • Avise a administração da área que você está visitando sobre: sua experiência, o tamanho do grupo, o equipamento que vocês estão levando, o roteiro e a data esperada de retorno. Estas informações facilitarão o seu resgate em caso de acidente.
  • Aprenda as técnicas básicas de segurança, como navegação (como usar um mapa e uma bússola) e primeiros socorros. Para tanto, procure os clubes excursionistas, escolas de escalada, etc.
  • Tenha certeza de que você dispõe do equipamento apropriado para cada situação. Acidentes e agressões à natureza em grande parte são causados por improvisações e uso inadequado de equipamentos. Leve sempre lanterna, agasalho, capa de chuva e um estojo de primeiros socorros, alimento e água, mesmo em atividades com apenas um dia ou poucas horas de duração.
  • Caso você não tenha experiência em atividades recreativas em ambientes naturais, entre em contato com centros excursionistas, empresas de ecoturismo ou condutores de visitantes. Visitantes inexperientes podem causar impactos sem perceber e correr riscos desnecessários.

3. Cuide das trilhas e dos locais de acampamento

  • Mantenha-se nas trilhas pré-determinadas - não use atalhos que cortem caminhos. Os atalhos favorecem a erosão e a destruição das raízes e plantas inteiras.
  • Mantenha-se na trilha mesmo se ela estiver molhada, lamacenta ou escorregadia. A dificuldade das trilhas faz parte do desafio de vivenciar a natureza. Se você contorna a parte danificada de uma trilha, o estrago se tornará maior no futuro.
  • Acampando, evite áreas frágeis que levarão um longo tempo para se recuperar após o impacto.
  • Acampe somente em locais pré-estabelecidos, quando existirem.
  • Acampe a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água.
  • Não cave valetas ao redor das barracas, escolha melhor o local e use um plástico sob a barraca.
  • Bons locais de acampamento são encontrados, não construídos. Não corte nem arranque a vegetação, nem remova pedras ao acampar.

4. Traga seu lixo de volta

  • Se você puder levar uma embalagem cheia para um ambiente natural, pode trazê-la vazia na volta.
  • Ao percorrer uma trilha, ou sair de uma área de acampamento, certifique-se de que elas permaneçam como se ninguém houvesse passado por ali. Remova todas asevidências de sua passagem. Não deixe rastros!
  • Não queime nem enterre o lixo. As embalagens podem não queimar completamente, e animais podem cavar até o lixo e espalhá-lo. Traga todo o seu lixo de volta com você.
  • Utilize as instalações sanitárias que existirem. Caso não haja instalações sanitárias (banheiros) na área, cave um buraco com quinze centímetros de profundidade a pelo menos 60 metros de qualquer fonte de água, trilhas ou locais de acampamento, em local onde não seja necessário remover a vegetação.

5. Deixe cada coisa em seu lugar

  • Não construa qualquer tipo de estrutura, como bancos, mesas, pontes etc. Não quebre ou corte galhos de árvores, mesmo que estejam mortas ou tombadas, pois podem estar servindo de abrigo para aves ou outros animais.
  • Resista à tentação de levar "lembranças" para casa. Deixe pedras, artefatos, flores, conchas etc. onde você os encontrou, para que outros também possam apreciá-los.
  • Tire apenas fotografias, deixe apenas leves pegadas, e leve para casas apenas suas memórias.

6. Não faça fogueiras

  • Fogueiras matam o solo, enfeiam os locais de acampamento e representam uma grande causa de incêndios florestais.
  • Para cozinhar, utilize um fogareiro próprio para acampamento. Os fogareiros modernos são leves e fáceis de usar. Cozinhar com um fogareiro é muito mais rápido e prático que acender uma fogueira.
  • Para iluminar o acampamento, utilize um lampião ou uma lanterna em vez de uma fogueira.
  • Se você realmente precisa acender uma fogueira, utilize locais previamente estabelecidos, e somente se as normas da área permitirem.
  • Mantenha o fogo pequeno, utilizando apenas madeira morta encontrada no chão.
  • Tenha absoluta certeza de que sua fogueira está completamente apagada antes de abandonar a área.

7. Respeite os animais e as plantas

  • Observe os animais a distância. A proximidade pode ser interpretada como uma ameaça e provocar um ataque, mesmo de pequenos animais. Além disso, animais silvestres podem transmitir doenças graves.
  • Não alimente animais. Os animais podem acabar se acostumando com comida humana e passar a invadir os acampamentos em busca de alimento, danificando barracas, mochilas e outros acampamentos.
  • Não retire flores e plantas silvestres. Aprecie sua beleza no local, sem agredir a natureza e dando a mesma oportunidade a outros visitantes.

8. Seja cortês com outros visitantes

  • Ande e acampe em silêncio, preservando a tranqüilidade e a sensação de harmonia que a natureza oferece. Deixe rádios e instrumentos sonoros em casa.
  • Deixe os animais domésticos em casa. Caso traga o seu animal com você, mantenha-o controlado todo o tempo, incluindo evitar latidos ou outros ruídos. As fezes dos animais devem ser tratadas da mesma maneira que as humanas. Elas também estão sob sua responsabilidade. Muitas áreas não permitem a entrada de animais domésticos, verifique com antecedência.
  • Cores fortes, como branco, azul, vermelho ou amarelo, devem ser evitadas, pois podem ser vistas a quilômetros de distância e quebram a harmonia dos ambientes naturais. Use roupas e equipamentos de cores neutras, para evitar a poluição visual em locais muito freqüentados.
  • Colabore com a educação de outros visitantes, transmitindo os princípios de mínimo impacto sempre que houver oportunidade.
Fonte: Folheto editado pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente - Diretoria do Programa Nacional de Áreas Protegidas, em dezembro de 2000, com a colaboração técnica do Centro Excursionista Universitário e apoio financeiro da embaixada dos Países Baixos. Esse folheto representa a mais recente iniciativa no sentido de sistematizar um conjunto de princípios sobre o mínimo impacto adequado à realidade brasileira. Também representa o engajamento de um órgão oficial na busca de uma mudança de atitude em relação ao uso público de áreas naturais e de unidades de conservação como os Parques Nacionais. As principais referências utilizadas foram o material da Leave no Trace Inc. e o folheto Excursionismo Consciente, organizado pelo geógrafo e montanhista Roney Perez dos Santos e distribuido pelo CEU em 1996.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Entendendo Binóculos

Estou copiando aqui um texto que encontrei sobre binóculos que retirei do site da loja "Paraquedas". Estava querendo comprar um mas antes de comprar achei melhor entender o que significava aqueles números do tipo "8x21" que são usados para designar um binóculo e outras características importantes. Optei por um da linha "Essentials" da TASCO que são bem compactos e ideais para levar em trilhas.

Quem tiver interesse pode verificar alguns modelos diretamente no site da loja: http://www.paraquedas.net/

Segue o texto:

Os binóculos são instrumentos ópticos constituídos de dois pares de lentes ou de conjuntos de lentes. As lentes da frente, sempre bem maiores que as de trás, são as objetivas, assim chamadas porque estão do lado do objeto a ser observado. As de trás, por onde se olha, são as oculares. As objetivas recebem a luz e formam uma imagem do objeto dentro do binóculo. As oculares ampliam esta imagem e a apresentam aos olhos. Nos binóculos modernos as lentes simples foram substituídas por lentes compostas com a finalidade de eliminar distorções de imagem e de cor que as lentes simples produzem. Entre as objetivas e as oculares estão os prismas, que funcionam como espelhos, mudando a direção da luz e invertendo a imagem, que de outra forma pareceria de cabeça para baixo. Os prismas contribuem para diminuir a extensão do binóculo, tornando-o mais compacto. Há dois sistemas de prismas:

----------- Sistema Roof








----------- Sistema Porro

Porro (nome do italiano que idealizou o sistema, inicialmente para telescópios, adaptado posteriormente pela Zeiss para binóculos) e Roof. No sistema Roof as objetivas e oculares estão na mesma linha. Portanto são mais compactos que os de sistema Porro, em que as objetivas estão mais afastadas entre si que as oculares (há dois prismas montados em ângulo reto um com o outro). O sistema Roof tem a vantagem de ser mais compacto, porém há os que vêm vantagem em uma maior distância entre as objetivas, o que dá um efeito estereoscópico melhor. O sistema Porro era predominante até a década de 60. Hoje o sistema Roof é preferido para observação de aves. Por terem um sistema mais complexo são mais dispendiosos.

Variedade de binóculos: Desde os pequenos modelos dobráveis de teatro até os grandes "Astronômicos". Os equipados com "zoom" permitem variar o aumento acionando-se um dispositivo. Os modelos "in focus" apresentam a imagem sempre focalizada, dispensando acionar-se um comando para isto. Também já estão disponíveis binóculos com dispositivos que diminuem o efeito do tremor das mãos.
Os binóculos podem ser caracterizados por três qualidades ópticas: o aumento, a luminosidade e o campo de visão.
Em geral eles vêm especificados por dois números separados por um "X". Por exemplo: 8X40, 7X50, etc. O primeiro número seguido do "X" refere-se ao aumento e o segundo número refere-se ao diâmetro da objetiva em milímetros.

O aumento: Rigorosamente falando, a aproximação, refere-se a quantas vezes o objeto parece aumentado ou aproximado de nós. Um objeto situado a 1000 metros parecerá estar a uma distância de 100 metros se observado com um binóculo de aumento de 10 vezes (10X) e a uma distância de 125 metros se o binóculo for de 8X. Da mesma forma seu tamanho aparente estará aumentado tantas vezes quantas for o aumento do binóculo.











A luminosidade: Relativa ou coeficiente de brilho de um binóculo é dada pelo seguinte cálculo:
Luminosidade = (diâmetro da objetiva x pupila de saída) / aumento
Quanto maior o diâmetro da objetiva, maior a luminosidade, pois maior quantidade de luz passa por ela e maior será também o potencial de resolução do binóculo. Quanto maior o aumento, menor a luminosidade, pois a medida em que se amplia o aumento quantidades menores de luz proveniente das objetivas atingem as oculares. Isto pode ser constatado facilmente nos binóculos com "zoom". Acionando-se o dispositivo para um aumento maior percebe-se que a luminosidade decresce.

A pupila de saída: Corresponde ao diâmetro do feixe de luz que é oferecido ao olho. Para que o olho aproveite toda a luz oferecida pelo binóculo, e neste caso a imagem parecerá mais clara, é necessário que a pupila de saída não seja maior que o diâmetro da pupila do olho. A pupila humana varia de aproximadamente 2 a 4 milímetros em dias claros até 7 milímetros na completa escuridão. Desta forma, durante dias claros e em lugares abertos, binóculos com pupilas de saída menores, em torno de 4 mm, serão mais brilhantes. Em astronomia pupilas de saída de 7 mm são padrões. Para observação de aves, considera-se que mesmo nas piores condições iluminação, a pupila de saída poderá ter no máximo 6 mm. Os chamados binóculos "noturnos", como o 7X50, têm pupila de saída de 7 milímetros, oferecendo ao olho um largo feixe de luz. São por isto ideais para ambientes e horários de pouca luminosidade.












A capacidade de abertura da pupila diminui com a idade. Em torno dos 20 anos ela abre-se até em torno de 7 mm. Já aos 50 anos esta abertura máxima pode ser só de 5 mm. Portanto, pessoas com esta idade ou mais não se beneficiam com binóculos com pupilas de saída maiores que este valor.
Uma forma de aproveitar completamente a luz oferecida pelo binóculo, ou seja, fazer com que a pupila do olho se acomode a um diâmetro igual ou superior à pupila de saída, é impedir que a luz do ambiente atinja os olhos por cima e pelos lados. Isto pode ser conseguido com o boné e as mãos em viseira. Uma forma prática de verificar se o binóculo é adequado é dividir o diâmetro da objetiva pelo aumento, que dará a pupila de saída:

Pupila de saída = diâmetro da objetiva / aumento

Qualidade das lentes: Os binóculos de boa qualidade têm suas lentes revestidas com uma finíssima camada de fluorido de magnésio. É esta camada que dá às lentes um tom azulado. Sua finalidade é diminuir a reflexão pela superfície da lente. Sempre que esta superfície está em contato com o ar, ocorre a reflexão de aproximadamente 5% da luz. Somando-se todas as superfícies em contato com o ar quando a luz percorre o binóculo, o total de reflexão pode atingir até 50% da luz incidente nas objetivas, que é o que acontecia com os binóculos antigos. As reflexões no interior do binóculos dificultavam a observação da imagem, como se assistíssemos um filme com as luzes acesas. O fluorido de magnésio pode reduzir a reflexão para 1 ou 1/2% e, quando aplicado em camadas múltiplas, para até 0,25% por superfície. Desta forma, binóculos modernos conseguem transmitir 95% da luz incidente nas objetivas até nossos olhos. Além de aumentar a luminosidade, evita o aparecimento de "imagens fantasmas" decorrentes dos reflexos. Pode-se verificar se as lentes estão recobertas com este material observando-se nas lentes o reflexo de uma luz fluorescente. Nas lentes recobertas com fluorido de magnésio o reflexo terá uma cor azulada, esverdeada, alaranjada ou avermelhada. Nas especificações técnicas dos binóculos poderão constar esta qualidade. Utiliza-se a seguinte nomenclatura:

C - (coated optics): uma ou mais superfícies recobertas.

FC - (fully coated): todas as superfícies recobertas. Lentes plásticas não são recobertas.

MC - (multi-coated): uma ou mais superfícies recobertas com várias camadas.

FMC - (fully multi-coated): todas as supefícies ar-lente são recobertas com multi-camadas.

A luminosidade é uma qualidade muito importante quando se pretende fazer observações em ambientes pouco iluminados, como florestas densas ou em horários de pouca claridade, como ao amanhecer e ao entardecer.

O campo de visão: É a amplitude da imagem que vemos no binóculo. É como se dentro de uma sala observássemos uma paisagem através de janelas de diversos tamanhos. Quanto maior a janela, maior a área da paisagem que podemos observar, ou seja, maior o campo de visão. Ele pode ser medido de duas formas. A medida linear é a medida em pés (1 pé = 30,48 cm) da área observada por meio do binóculo, situada a uma distância de 1000 jardas (1 jarda = 3 pés), ou seja, 914 metros. O campo de visão pode ser medido também pelo ângulo de visão. Em geral está entre 5 e 8 graus. Há uma relação entre o campo de visão e o diâmetro da objetiva: quanto maior este, maior aquele. Quanto maior o aumento, menor o campo de visão. Campos de visão amplos ajudam a localizar mais rapidamente o objeto. O campo de visão medido pelo ângulo pode ser transformado na medida linear multiplicando-se o ângulo por 52,5, o que dará a medida linear. Binóculos com maiores campos de visão são também mais caros, pelo fato de terem um sistema de lentes oculares mais complexo e prismas maiores.

Afastamento dos olhos: Para os que usam óculos é uma qualidade importante do binóculo, esta característica é a distância máxima que os olhos podem ser afastados das oculares, sem que haja diminuição do campo de visão. Em geral este valor varia de 9 a 13 mm. Uma forma de aproximar os olhos das oculares é retirando as proteções de borracha que fica em torno das oculares, eventualmente substituindo-as por outras menos proeminentes, apenas para proteger os óculos de arranhaduras. Existem binóculos com oculares especiais para usuários de óculos, com afastamento dos olhos de 14 a 20 mm. Quanto maior o campo de visão menor o afastamento dos olhos.
Quem usa óculos tem uma dificuldade adicional pois os olhos ficam mais distantes do binóculo, permitindo a entrada da luz. No campo não é prático ficar tirando e pondo os óculos pois acaba-se perdendo tempo de observação. Lentes de contato são desaconselháveis pois é muito freqüente caírem ciscos nos olhos, o que pode ocasionar complicações.
Quando o tempo está muito quente e úmido os óculos poderão ficar embaçados com freqüência. Pode-se usar produtos desembaçadores ou mesmo “riscar” a lente com velas e espalhar a parafina com um papel fino.

Distância mínima de focalização: É uma característica importante, principalmente quando se observa aves que estão bem próximas de nós, como no sub-bosque de matas, por exemplo. Os binóculos mais modernos são melhores neste aspecto, permitindo focalizar a uma distância de 5 m com um aumento de 8x.Os portadores de miopia ou hipermetropia puros podem simplesmente tirar os óculos no momento de usar o binóculo, já que a focalização do binóculo supre a função corretiva dos óculos nestes casos. Entretanto ficar pondo e tirando os óculos pode não ser prático no campo.O fluorido de magnésio pode ser aplicado também nos óculos, melhorando a sua visibilidade.

Ajustes do binóculo: O binóculo apresenta dois ajustes que permitem adaptá-lo aos olhos de cada indivíduo. O primeiro, chamado ajuste das oculares, permite focalizar individualmente para cada olho, o que é útil para as pessoas que apresentam diferenças visuais entre os olhos. Frequentemente este ajuste sai da posição, pelo manuseio do binóculo. Para evitar ter que ficar ajustando frequentemente, podemos fixá-lo com uma fita adesiva. O segundo permite variar a distância entre as oculares, de modo que esta distância corresponda à distância inter-pupilar de cada um. Existe em geral junto ao eixo do binóculo uma escala variando de 60 a 70 que corresponde à distância entre os centros das oculares. É bom que cada um meça sua distância inter-pupilar ou a verifique, quando houver, na receita do oculista e ajuste o binóculo para esta medida, o que garante uma melhor visibilidade.

Escolha do binóculo: Alguém já disse que qualquer binóculo é melhor que não ter nenhum, porém algumas características são desejáveis no binóculo. Pode parecer que quanto maior o aumento melhor o binóculo. Isto nem sempre é verdade, com um binóculo de grande aumento é mais difícil focalizar e também há maior necessidade de mantê-lo imobilizado, para evitar que a imagem fique "balançando". Outras desvantagens são a menor luminosidade, o maior peso, a maior distância mínima de focalização, o menor campo de visão e o maior preço. Os ideais são os de aumento entre 7 e 12X. Para observações no campo aberto, o de 10X a 12X é uma boa opção. O modelo 7X50 é muito apreciado por sua alta luminosidade e amplo campo de visão, sendo preferido para observações astronômicas e na mata, onde as aves são vistas a menores distâncias e o ganho em luminosidade é fundamental. O peso é uma qualidade importante na escolha do binóculo pois pode ser cansativo carregá-lo e segurá-lo durante horas. A pressão da correia sobre o pescoço pode causar cansaço e a pressão sobre as veias pode causar dores de cabeça. Para evitar isto pode-se utilizar o suspensório de binóculo que é uma correinha presa à alça do binóculo e ao passador da calça ou ao cinto, que puxa a alça do binóculo para as costas, evitando a pressão sobre o pescoço.



Veja a qualidade de uma imagem vista por uma mesma ampliação entre binóculos de lentes objetivas 32mm e 50mm, sendo que as de 50mm oferecem imagens mais claras e nítidas por receber mais luz através de sua lente objetiva.

Relação de ampliação entre 7x e 10x

Binóculos "in focus" têm a desvantagem de não permitir foco para distâncias menores. Os equipados com "zoom" têm sistemas ópticos inferiores aos dos binóculos convencionais.
Binóculos melhores são feitos com vidros de alta densidade Bak 4, vidros de baixa densidade Bak7, portanto de pior qualidade, podem mostrar uma pupila de saída não perfeitamente circular, um pouco quadrada.

Cuidados com o binóculo: A correia do binóculo deve ser ajustada de modo que ele fique na altura do peito, para evitar que fique balançando e corra o risco de colisões. Pode-se também usar uma correia adicional para fixá-lo ao peito quando se precisa saltar algum obstáculo, passar por baixo de cercas, etc. Uma forma mais simples de fazer isto é colocar o binóculo debaixo da alça da bolsa a tiracolo que cruza o peito.
As lentes devem ser cuidadosamente limpas com uma escova apropriada, vendida em lojas de instrumentos ópticos e solventes apropriados. Não é recomendável limpá-las com panos e papéis comuns para não arranhar a fina camada de fluorido de magnésio. Eventualmente a lente poderá estar engordurada, sendo necessário o uso de algum solvente apropriado para limpeza de lentes, que pode ser adquirido em lojas especializadas.
O binóculo deve ser guardado envolvido em um pano, uma flanela por exemplo, para protegê-lo da poeira e no caso de quedas.
É comum ocorrer o crescimento de fungos sobre as lentes, nas partes internas. Normalmente as objetivas podem ser desatarrachadas com facilidade, permitindo que se faça a limpeza interna. No caso de se notar dificuldade, ou se houver fungos também nas oculares e prismas, talvez seja melhor levar a um serviço especializado para fazer a limpeza. Os fungos são beneficiados pela umidade que deve ser evitada guardando o binóculo em locais secos e colocando em seu estojo alguns saquinhos de sílica gel. Os ambientes fechados favorecem o desenvolvimento de fungos. Tem-se notado que a melhor forma de guardá-lo é colocando entre ele uma flanela para evitar a poeira e deixando-o pendurado na parede, ou sobre alguma prateleira, ao ar livre.

O sistema óptico do binóculo: Pode se desalinhar produzindo imagens em pontos diferentes (não é um defeito do equipamento, apenas uma regulagem que deverá ser feita de tempos em tempos) das duas retinas, obrigando os olhos a compensarem isto para que possamos ver uma e não duas imagens. Quando o desalinhamento é pequeno pode passar despercebido. Entretanto, após horas de uso causa cansaço visual e dores de cabeça. Podemos perceber este desalinhamento por um desconforto visual nos momentos em que começamos a olhar com o binóculo ou quando deixamos de olhar com ele. Quando o desalinhamento é grande os olhos não conseguem compensá-lo e a imagem aparece duplicada. Caso isto ocorra o binóculo precisa ser ajustado por um especialista.

Fonte:

terça-feira, 24 de julho de 2007

Como escolher e arrumar sua mochila

Replico aqui um texto muito interessante, confiram.

Fonte: Revista Outdoor - outono de 1998 - ano 2 - número 6.
Texto: Tomás Gridi Papp

A escolha da mochila certa exige atenção. A mochila ideal é aquela que mais se adequa às suas atividades e à sua estrutura física. Conhecer bem as regulagens e saber arrumá-las da melhor forma são detalhes que aumentam a harmonia de seu relacionamento com o equipamento e lhe permitem desfrutar melhor as facilidades que ele lhe oferece.
A variedade de modelos, cores, tamanhos e preços podem confundir. Preste atenção aos seguintes itens:

Tamanho
O tamanho de uma mochila é determinado pela sua capacidade em litros. Isso sempre soa muito abstrato para quem está pouco familiarizado com o assunto e pode não significar absolutamente nada para quem está comprando sua primeira mochila. As pequenas em geral têm capacidade para 25 a 40 litros. A capacidade das médias varia de 45 a 60 e as grandes, também chamadas de cargueiras podem carregar de 60 a 90 litros. Pense primeiro em que atividade você vai estar realizando com a mochila. Existem mochilas especiais para bike, montanhismo ou caminhadas. Se você precisa de uma mochila polivalente, é melhor optar por uma média com bons recursos de regulagem. É preciso manter a carga bem firme mesmo quando a mochila não estiver totalmente cheia. Também é bom ter opções para atar isolantes e outros acessórios à estrutura externa da mochila. Tenha sempre em mente que encher demais uma mochila pode comprometer sua durabilidade.
Custo x Benefício
Materiais mais resistentes e acabamento de melhor qualidade podem custar um pouco mais na hora da compra, mas tendem a durar mais. Atualmente as mochilas estão bastante evoluídas e apresentam uma série de soluções específicas para as atividades às quais se destinam. Por isso é melhor não tentar comparar o preço da "pequininha" com o da "grandona".
Se você já está praticando atividades como montanhismo, caminhadas e cicloturismo há algum tempo, tenha em mente que a mochila é um item fundamental. Investir um pouco mais para ter o que o mercado oferece de melhor pode significar anos de tranquilidade.

Ergonomia
Este conceito refere-se à ajustabilidade dos objetos à anatomia humana. No caso da mochila ele é fundamental. Proporcionar transporte de carga em harmonia com a constituição física humana é a principal função da mochila. Na hora de escolher a sua, preste muita atenção em como ela se ajusta às costas e aos quadris. As mulheres devem verificar se a curvatura das alças não está incomodando na altura dos seios. Depois de algumas horas de caminhada, alças inadequadas podem machucá-los.




Volume externo
Bolsos laterais e traseiros são interessantes para separar a bagagem e manter determinados itens sempre à mão. Entretanto, bolsos externos podem se enroscar facilmente quando se caminha em mata fechada ou atrapalhar a locomoção em lugares muito movimentados como rodoviárias e aeroportos. O ideal é que a mochila seja mais estreita que seus ombros, mais baixa que sua cabeça e tenha perfil achatado sem bolso traseiro. Os modelos com bolsos destacáveis, que podem ser usados como pequenas mochilas de ataque são muito interessantes.
Como regular a mochila
Mochilas moderna têm várias regulagens e é fundamental conhecer suas funções para poder adequá-las a cada situação. Conhecer os detalhes de sua mochila e saber fazer a regulagem correta pode salvar uma viagem. Com exceção da regulagem dorsal, todas as outras devem ser ajustadas toda vez que se veste a mochila, pois dependem da carga, do terreno, da roupa e até do humor do donoÉ
Quanto mais técnica for a atividade mais se exige estabilidade da mochila e mais apertadas devem ser as regulagens.






Regulagem dorsal
Normalmente é a única regulagem fixa da mochila, ou seja, você regula apenas uma vez de acordo com o tamanho do seu tronco. Faça essa regulagem de maneira muito atenta e de preferência com o auxílio de alguém. Se for mal feita, esta regulagem poderá sobrecarregar os ombros.





Fitas de compressão lateral
Este tipo de regulagem se torna especialmente importante para mochilas com meia carga, pois permite compactar a carga mais perto das costas. O ideal é deixar a mochila achatada e rígida. O sistema mais comum é o de duas ou três fitas horizontais em ambas as laterais da mochila. A regulagem é feita com fivelas de nylon do tipo "só puxar". É bom que se tenha pelo menos quinze centímetros de fita sobrando para prender apetrechos (o isolante, por exemplo). Neste caso fivelas tipo macho-fêmea" facilitam ainda mais a operação.


Barrigueira

Este é o acessório mais importante da mochila, média ou grande. Fuja das mochilas com regulagem fixa, ou seja, aquelas que além da fivela principal da barrigueira tem uma outra que fixa a regulagem. No mínimo um dos lados deve ter regulagem livre: ajustável sem que seja preciso desconectar a fivela principal. Certifique-se também se a regulagem mínima da barrigueira vai se ajustar adequadamente quando você estiver magrinho ou caminhando sem camisa.

Algumas pessoas chegam a emagrecer até cinco quilos numa caminhada de quinze dias em terreno difícil ou altitude. Não se esqueça de que a função principal da barrigueira é transferir o peso da mochila para os quadris. Barrigueiras fofinhas e com aparência confortável podem se tornar um martírio sob uma mochila carregada, e normalmente perdem muito em durabilidade.
Muitas mochilas pequenas e leves têm barrigueiras de fita que não transferem carga para a cintura. Elas funcionam com estabilizadores e são muito úteis para escalar, correr ou caminhar em terrenos acidentados. Fique atento também para a fivela. Existem muitos modelos diferentes e alguns deles podem quebrar se utilizados de forma exigente, principalmente se forem de plástico. As boas fivelas são de nylon e geralmente fazem um sonoro "clac" quando fecham.

Alças principais
Assim como na barrigueira, as alças devem ser estruturadas (semi-rígidas) para melhor eficiência e durabilidade. As alças"acolchoadas" ou "fofinhas" acabam se deformando e tendo a superfície de contato diminuída. A regulagem das alças pode ser de cima para baixo, quando as fivelas são fixas nas extremidades das alças, ou debaixo para cima quando as fivelas são fixas na base da mochila.




Estabilizador lateral
Item reponsável pela estabilização do movimento lateral da mochila sobre as costas, deve ser regulado após a barrigueira e as alças terem sido apertadas, pois sua regulagem muda drasticamente a cada situação.






Estabilizador superior
Mantém a mochila próxima das costas e desloca o peso para a frente, o que aumenta a eficiência da barrigueira. Muitas mochilas permitem regular a altura desta inserção, o que deve ser feito depois da regulagem dorsal. O ideal é que ela se mantenha alguns centímetros acima dos ombros.








Estabilizador peitoral
É uma ótima solução para cargas pesadas, terrenos acidentados e caminhadas longas. Evita que as alças entrem em baixo dos braços e permite transferir o "puxão da mochila" (tendência da mochila cair para trás) para a área peitoral, aliviando os ombros. Mudando-se a regulagem do estabilizador peitoral durante o decorrer do dia, ou mesmo soltando-a algumas vezes, alivia-se bastante o desconforto na parte superior do tronco.




Como distribuir o peso na mochila (azul = material leve, amarelo = centro de gravidade, verde = material pesado, vermelho = saco de dormir)

O bom equilíbrio da mochila nas costas é fundamental para o conforto e desempenho do usuário. A distribuição dos equipamentos na mochila muda de acordo com a atividade a ser praticada:
Caminhadas leves ( terrenos suaves e descampados): coloque o material pesado o mais alto possível e perto das costas., de forma a manter o centro de gravidade da carga na altura dos ombros.







Caminhadas médias (terrenos acidentados e trilhas em mata ) e escaladas: em situações que exigem passos altos, pulos, agachamentos e balanços laterais, o centro de gravidade deve ser baixado para a altura do meio das costas e próximo à mesma. Uma mochila grande, com centro de gravidade alto, pode derrubar seu dono durante um agachamento. A colocação do material mais pesado no lugar certo também facilita a operação de colocar e tirar a mochila sem ajuda.









Caminhadas difíceis (terreno muito acidentado e mata fechada) e grandes cargas: em expedições pela mata atlântica ou aproximações de grandes montanhas, pode-se colocar o equipamento pesado no fundo da mochila, o que permite maior liberdade de movimentos e,consequentemente, menor desgaste físico durante a jornada.








Fonte:
Revista Outdoor - outono de 1998 - ano 2 - número 6.
Texto: Tomás Gridi Papp

terça-feira, 10 de julho de 2007

De volta ao Alsene.

Neste último feriado em São Paulo (dia 9 de julho, revolução de 32) eu e o Marcelo fomos até a parte alta do Parque Nacional do Itatiaia. Logo na chegada nos dirigimos para a portaria e seguimos para o Pico das Agulhas Negras. Clima maravilhoso, nenhuma nuvem no céu, porém muita gente nas vias de subida. Tivemos que pegar uma rota alternativa onde tivemos que passar numas entaladas nervosas, lembrava até a "arranca botões" do Dedo. Na descida tinha tanta gente que engarrafou tudo, tivemos que sentar e ficar esperando. Chegamos no Alsene, montamos a barraquinha (acampamento lotado como sempre) e na manhã seguinte tivemos o prazer de bater um papo com o pessoal do CET (Centro Excursionista Teresópolitano), em especial com o Leandro que foi amigo do meu primeiro instrutor de montanhismo, o Chiquinho. Em seguida nos dirigimos ao nosso refúgio secreto nos entornos da divisa do PNI, demos um faxininha por lá e voltamos. Confira as fotinhos:


Adentrando o PNI a caminho do cume do Agulhas.

Marcelo próximo ao abrigo Rebouças.

Trilha do Agulhas enlameada.

Pequena ponte pêncil até a base do Agulhas Negras.

Vista para o maciço das Prateleiras.

Vista do conjunto rochoso do Agulhas Negras.

Via de subida que nós utilizamos.

Passagem apertada.

Cume do Agulhas Negras.

Aguardando a galera liberar a descida. Tinha muita gente lá...

Vista da pousada do Alsene.

Marcelo na pedra do Elefante.

André na trilha para o nosso abrigo.

Nosso refúgio de montanha que fica nos entornos da divísa do parque Nacional do Itatiaia, nossa Batcave secreta.

Marcelo no retorno do refúgio.

Esse é fim de mais uma de nossas atividades, até a próxima...


NOTA DO AUTOR: A  última notícia que tive foi que o mesmo foi desativado por conta do não cumprimento de determinações de cunho ambiental. Quem tiver mais detalhes fique a vontade para expor no campo de comentários.