quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Escalar é preciso!

Fotos de algumas escaladas do nosso grupo.

Esse aí é o Miltão numa via lá em Andradas em julho de 2004.

Esse aí sou eu aplicando as técnicas aprendidas no curso de auto-resgate da extinta Associação da Montanha de Bragança Paulista.

Galerinha da Associação da Montanha. Infelizmente a AM deve de ser encerrada por falta de participação da galera, uma pena.

As vezes acontece quando a agarra quebra ou a mão escapa...

Aqui é o Silas quando a gente saia de Jundiaí de noite e dormia da pracinha da Pedra Bela para escalar bem de manhãzinha! Que disposição!

Na nossa turma não tem essa de barrinha energética e carbogel não, nosso segredo é a boa e velha mortadela mesmo!

Miltão no Visual das Águas, lugarzinho que a gente vai muito!

Esse é o Silas mandando ver lá na Dib.

Palestra do Victor Negreti (falecido no Everest, segundo de pé da esquerda para a direita) para a Associação da Montanha.

Eu na Pedra Bela.

Essa foto é clássica, eu na minha primeira escalada em 1990 no curso da extinta Lazer: Guias de Montanha, Teresópolis, instrutor Chiquinho. Pão de Açúcar, via ferrata no cabo CEPI. Doideira pura!

Alta montanha: Glaciares do nevado Huayna Potosy na cordilheira real, Bolívia.

O tempo passa, o tempo voa... Esse aí é o Marcelo em 1998 ancorado na via Teixeira no Dedo de Deus.

E é isso aí, espero que daqui a dez anos a gente tenha ainda muita foto nova pra ficar apreciando. Vamos escalar!

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Batismo na Montanha.

Como não poderia deixar de ser temos o prazer de mais uma vez, iniciarmos a doutrinação de mais um camarada do "mundo normal" para as sendas do montanhismo. Neste último final de semana a casa da Montanha teve o prazer em receber os camaradas Silas, mais conhecido com "Homem Trator" e o recém iniciado nas trilhas de off-road e ao mundo da montanha, o Sr. Ivan "o terrível", juntamente com o seu Suzukinho "Dare Devil" Demolidor. Os caras saíram de Jundiaí as 4 da matina com destino ao nosso refúgio secreto, confira abaixo algumas fotos.

Esse é o Jeep Chapolim Colorado do Ivan.

Ivan, isso não é prancha de suf não!

Batman e Robin.

Vassilas!

É nesse ponto que acaba o asfalto e começa a buraqueira.

Visual exclusivo dos campos de altitude de Itatiaia.

Rio Aiuruoca.

Esse é o nosso Dako 6 bocas.

Pizza é de lei!

A redinha também é obrigatória.

Casinha da Montanha sempre aconchegante. Coisa só para a DIRETORIA!

Mais moleza que isso só empurrar o Ivan na descida! hahahahaha...

Tudo que é bom dura pouco. O camarada da foto parece um rapeleiro, mas a gente logo domestica o peão!!!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Travessia do Parque Nacional da Serra da Canastra.

Nesse carnaval fui pra casa dos meus pais no interior, +/- uns 350km ida (1h de Ribeirão Preto), de lá resolvi fazer uma viagem rápida de reconhecimento na Serra da Canastra pois olhei uns mapas imaginei que fosse próximo. Saí bem cedo na segunda e fui em direção a Sacramento, fiz a travessia do parque saindo em São Roque de Minas e voltei para a casa de meus pais, ao todo foram +/-750 kms no dia em umas 14 horas, se eu contar todo o tempo que eu fiquei fora do jipe deve ter dado 1 hora e meia pois o percurso era bem mais longo do que eu imaginei e não pude perder muito tempo. na terça voltei para Jundiaí onde foram mais 350 kms totalizando +/-1500kms.

Fiquei um pouco cansado mas valeu a pena e me deu confiança para fazer uma viagem mais longa, acho que se trocar os bancos pode melhorar significativamente.

Entrada do parque em Sacramento.


Placa informativa.


O valente "Sushi".


A estrada corta o parque em direção a São Roque de Minas.


Ao longo da estrada cruzamos com diversos riachos.


A fauna é grande no parque mas pena que não tivemos tempo para observarmos.


O totem indica a nascente do velho Chico.


Aqui começa o grande rio São Francisco, serão mais 3000 quilometros por dentro do Brasil.


Após a nascente a estrada começa a descer para São Roque.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Serra dos Órgãos: O paraíso.

Dedo de Deus (1.675 mtrs)

O Parque Nacional de Serra dos Órgãos criado em 1939, possui 11 mil hectares e abrange os municípios de Magé, Guapimirim, Teresópolis e Petrópolis . O Parque é famoso por possuir uma das jóias do montanhismo brasileiro, o Dedo de Deus (1.675 mtrs), uma curiosa formação rochosa na forma de um imenso dedo, além de outras belezas únicas. Dentre as inúmeras opções de escalada e caminhadas oferecidas pela região destacam-se o Escalavrado, a Agulha do Diabo, Pedra do Sino, Pedra do Açu, Verruga do Frade, Garrafão e outras. Já na área de caminhada é, sem sombra de dúvidas, a travessia Petrópolis-Teresópolis a mais famosa, a qual descreverei a seguir. Trata-se de uma caminhada clássica que pode ser classificada como um dos mais belos trajetos a ser percorrido por um excursionista em território Tupiniquim. Existem algumas contradições quanto a distância desta travessia, mas acredito que fica em torno de 32 quilômetros por trilhas íngremes e irregulares.

Da esquerda para a direita: Miltão, André, Carlão, Márcio e Marcelinho.

Curtindo o visual noturno nas encostas do Vale da Morte.

A travessia Petrópolis - Teresópolis é uma caminhada de grau avançado, exigindo que o montanhista esteja bem preparado fisicamente, tenha equipamentos específicos e que possua um bom conhecimento sobre navegação e cartas topográficas já que em muitas partes o acesso se dá sobre maciços rochosos onde é quase impossível visualizar qualquer vestígio de trilha demarcada, a não ser alguns marcos de pedras empilhadas colocadas por outros excursionistas para sinalizar o trajeto. A melhor época do ano para realiza-la é de final de abril até agosto, quando as chuvas são menos freqüentes mas o frio é rigoroso. Na medida do possível tente percorrê-la em meios de semana, pois esta travessia fica extremamente lotada em feriados prolongados. O primeiro dia é o mais desgastante de todos pois a subida do bairro do Bonfim até os castelos do Açu é dificultada pela inclinação acentuada do terreno. Um bom lugar para se recuperar o fôlego neste trajeto é a Pedra do Queijo, onde a maioria dos excursionistas chegam ofegantes e param para tirar fotos e fazer um lanche.

Amanhecer na travessia.

A Pedra do Açu é um local muito utilizado pelos excursionistas com área de acampamento. Infelizmente, por ser fácil o acesso até este lugar, várias pessoas mal intencionadas e pouco instruídas costumam se dirigir até o Açu e promover algazarras, muitas vezes regadas a bebidas alcoólicas e drogas, não recolhem o seu lixo e sujam as nascentes com detritos das mais diversas variedades, o que é totalmente incompatível com a conduta e a ética do verdadeiro montanhista. No entanto, para amenizar esta terrível situação, boa parte desse lixo é, muitas vezes, recolhido por centros e associações de excursionismo, principalmente o CEP (Centro Excursionista Petropolitano) que diversas vezes promovem esta coleta.
O segundo dia da travessia é o de mais difícil navegação; começa o trajeto Açu-Sino onde o tempo bom e aberto é de vital importância para a navegação visual e o auxílio de uma pequena carta topográfica e uma bússola também ajudam. Nesta parte pode-se observar o visual alucinante da Pedra do Sino e do Garrafão onde esta localizada a via "big wall" mais difícil do Brasil, a "Terra de Gigantes".

Trilha inicial passando pela portaria de Petrópolis.

Após uma hora e meia de caminhada podemos observar a imensa pedra do Açu em formato reduzido devido a distância. Mas a frente após descer uma extensa e escorregadia encosta rochosa chega-se ao Vale da Antas, onde pode-se decidir entre acampar ou dar uma esticada por mais uma hora até a Pedra do Sino, acampando na Clareira do Quatro que tem fama de assombrada (segundo as pessoas mais antigas da região) por um cavalo fantasma que costuma galopar e relinchar ferozmente no local. Vista do Vale da Morte.
Acampamento no cume da pedra do Sino. Bom, mas se você não quiser se arriscar a dar de cara com essa terrível criatura que vai assombrar, fazer barulho e atrapalhar o seu sono, uma boa opção, se tiver uma barraca apropriada e muita disposição, é acampar no topo do sino. Tome cuidado com os ventos que, muitas vezes, vem em seqüências rajadas, o que uma vez, em julho de 1996 transformou uma de nossas barracas em um trapo. Tanto do Açu quanto a Pedra do Sino o visual é belíssimo (principalmente o noturno, quando o tempo está claro) com vista para a Baía de Guanabara, Ponte Rio-Niterói, Corcovado, Pão de Açúcar e várias cidades circunvizinhas.

Na montanha come-se muito bem, na foto acima você pode conferir a nossa cozinha.

No começo do terceiro dia é hora de levantar bem cedo e seguir em direção a portaria da sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos em Teresópolis, passando pela clareira do quatro (cuidado com o cavalo fantasma!), do Três e pela cota 2000 com uma duração de 3 horas aproximadamente. Chegando a portaria do Parque será cobrada pelos guardas uma taxa de R$12,00. Ultimamente o Parque Nacional da Serra dos Órgãos vem experimentando melhorias em sua infra-estrutura. É possível tomar banho no camping e no abrigo de montanha que fica na clareira do quatro.

Saindo do Açú em direção ao morro do Elevador.

Esta travessia é sem dúvida uma bela caminhada, se não for a melhor, entretanto será melhor realizada fora de feriados prolongados e feita a partir de Petrópolis com destino a Teresópolis. É só arrumar bem a sua mochila e respeitar as regras de preservação. Vale a pena!

Nossas inseparáveis companheiras.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

Socorro - SP, terra do Acquaride.

Neste último 27 de janeiro resolvemos passar o final de semana lá em Socorro, pequena cidade do inteior paulista repleta de pousadas especializadas em atividades como rafting, acquaride, arborismo, mountain-bike e outras atividades de aventura. Como os raftings já estavam lotados eu e o Marcião demos uma pedalada e depois fomos na cachoeira com a mulherada. Na chácara que ficamos hospedados rolou uma fogueirinha pra assar umas batatas, um churrasquinho e umas brejinhas de leve. Programa ótimo para tempo de chuva. Com chuva não dá pra ir para a montanha, a gente vai para o circuito das águas. Confira algumas fotos:

Na foto acima a minha esposa Vanessa e a esposa do Márcio, a Patrícia.

Galerinha se refrescando numa cachoeirinha perto da casa. Programinha simples e muito gostoso. Até a próxima.