Escrevo aqui como forma de dar algum sinal de vida aos queridos leitores e aos amigos do Azimutantes. Ando meio afastado da nossa religião (o Montanhismo) pois é certo que todos nós vivemos em sociedade e para que isso seja possível e viável temos que lutar pelo bendito dinheiro, caso contrário nada se ajusta, e comigo não pode ser diferente. Estou começando uma nova empreitada profissional muito árdua que consome meu tempo. As poucas horas que me restam estou compartilhando com meus filhos e minha esposa pois eles são a minha prioridade primordial. Quero aqui comunicar que isso será apenas mais uma etapa temporária e logo estarei de volta as atividades. Peço desculpas ao Miltão por eu não poder cumprir a escalada a via Leste (que eu queria tanto fazer), desculpas ao Carlão por deixá-lo temporáriamente sem "canga" para escalar, e um agradecimento especial ao Marcelo que está mantendo a chama desse blog reluzente como sempre. Aos que ainda tem tempo para as atividades digo: Agitem!!! Vamos as Montanhas!!! Não se deixem esmorecer pela minha falta, pois logo estarei de volta!!! Casa da Montanha!!! Itatiaia!!! Serra dos Órgão!!! Agulha!!! Agitem aí seus molóides!!! hahahahaha...
Abração.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Saco de dormir: Características, modelos e acessórios
Mais um texto de 2002 perdido no fundo do baú:
Sacos de Dormir:
Se você já pratica ou está começando a praticar atividades outdoor já deve ter se deparado ou vai acabar se deparando com a necessidade de utilizar um saco de dormir, então é bom conhecer alguns detalhes. É importante saber que assim como nas roupas o que esquenta no saco de dormir é o ar quente interno.
Tipos:
Basicamente os sacos de dormir se dividem em dois tipos, o retangular e o sarcófago ou múmia como também é conhecido.
Retangular:
Modelo utilizado mais em praia ou em lugares onde a temperatura não é tão baixa que exija detalhes tão técnicos, como capuz, costuras alternadas, etc. Alguns modelos possuem zíper com abertura total que permite transformá-lo em edredom.
Sarcófago:
Modelo em formato de sarcófago que protege o corpo e a cabeça da pessoa. Bem mais técnico que o retangular é indicado para temperaturas baixas pois seu formato minimiza o espaço interno fazendo com que seu corpo aqueça o ar interno mais rápido.
Características dos Sacos de Dormir:
Costuras Alternadas:
A forma como o saco de dormir é costurado pode influenciar na proteção térmica, uma vez que a costura pode ser um ponto de escape de ar. Para sacos de dormir voltados para clima frio é recomendado que as costuras sejam alternadas, esse tipo de costura, que também é conhecido como costura quente, não se cruza formando uma espessura fina. Costuras simples, são também conhecidas como costuras frias.
Colar interno:
Colar interno que pode ser fechado ao redor do pescoço para reter melhor o calor.
Proteção para o zíper:
Aba interna que protege o escape de ar quente pelo zíper.
Tipos de enchimento:
Natural – Penas:
A maioria dos sacos de dormir projetados para baixas temperaturas utilizam penas e penugem de ganso ou de pato. Esse tipo de enchimento possui a melhor relação aquecimento/peso disponível no mercado, além da sua grande capacidade de compactação. O ponto fraco deste tipo de enchimento é que quando molhado têm sua capacidade de aquecimento bastante reduzida. Este tipo de enchimento é conhecido por Down(penugem ou penas de patos) ou ExtraDown(penugem ou penas de ganso).
Sintéticos:
Existem vários tipos de enchimentos sintéticos, grande parte deles foram desenvolvidos pela alta tecnologia da empresa DuPont, a grande vantagem do enchimento sintético é que quando molhado perde pouco de sua capacidade de aquecimento. Abaixo estão os enchimentos mais utilizados pelos principais fabricantes de sacos de dormir:
Hollofil II:
Fibra com o interior oco, que a faz mais leve, macia e que acumula mais ar em seu interior que as fibras sólidas.
20% mais isolamento e maciez que isolamentos de fibra sólida Retém sua capacidade de isolamento mesmo molhada.
Thermolite:
Combina fibras siliconadas de 7 orifícios ocos com fibras em forma de galhos que se entremeiam.
Absorve pouca umidade e seca rápido. Quando saturada de água e torcida a mão thermolite continua oferecendo dois terços de sua performance original.
Quallofil:
Possui uma estrutura de sete furos correndo no sentido do comprimento da fibra que melhora a relação isolamento / peso, e um acabamento de silicone que lhe proporciona um toque muito suave, semelhante à pena de ganso.
Tecidos:
Os tecidos variam de acordo com o fabricante e com o modelo, é importante que o tecido seja respirável para que o ar possa sair de forma lenta e constante mantendo o calor interno e evitando a condensação da umidade dentro do saco de dormir. Muitos são feitos de tecido Rip-stop que em caso de rasgamento evita a expansão do rasgo.
Escolhendo a faixa de temperatura:
Na escolha da faixa de temperatura do saco de dormir é importante levarmos em conta vários fatores além da faixa de temperatura indicada pelo fabricante, fatores como o tipo de clima dos locais onde você costuma acampar, verificar como seu organismo se comporta no frio, se você é uma pessoa que sente muito frio é ideal adquirir um saco com uns cinco graus a menos para segurança. Os fabricantes normalmente fazem testes e fornecem uma faixa de temperatura confortável e também a temperatura extrema para qual o saco foi projetado.
Saco de Compressão:
Alguns sacos de dormir vêm acompanhados por um saquinho de compressão muito útil para diminuir o volume do saco de dormir.Você pode adquiri-lo separadamente caso seu saco de dormir não venha acompanhado de um.
Armazenamento:
Não guarde seu saco de dormir compactado no saquinho de transporte ou no saco de compressão, isto ocasiona a compactação permanente da fibra de enchimento diminuindo assim a capacidade de aquecimento do saco de dormir. Procure deixa-lo pendurado em um cabide no guarda roupa ou dobrado pela metade no maleiro compactando-o somente na hora de arrumar a mochila.
Isolante Térmico:
O isolante térmico é um tapete de material isolante que é colocado em baixo do saco de dormir para isolar o corpo da friagem do chão, o isolante é importante e deve ser usado em conjunto com o saco de dormir, além de isolar também proporciona um pouco mais de conforto. Normalmente o isolante é encontrado em dois tipos:
1 - Espuma de célula fechada EVA com espessura de 5mm ou mais:
Opção mais econômica e utilizada pela maioria dos excursionistas, é leve porém volumoso.
2 - Infláveis:
Os isolantes térmicos infláveis são basicamente como um pastel, formados por um núcleo em espuma de célula aberta(a mesma utilizada em almofadas ou colchões) e um revestimento externo de tecido impermeável selado nos quatro lados, em um dos cantos é encontrada uma válvula para o enchimento do mesmo. Os isolantes infláveis da Therm-a-Rest possuem ainda a característica de serem auto-infláveis, basta abrir a válvula e deixar que o ar flua para dentro.
Marcelo Ney Wood
Sacos de Dormir:
Se você já pratica ou está começando a praticar atividades outdoor já deve ter se deparado ou vai acabar se deparando com a necessidade de utilizar um saco de dormir, então é bom conhecer alguns detalhes. É importante saber que assim como nas roupas o que esquenta no saco de dormir é o ar quente interno.
Tipos:
Basicamente os sacos de dormir se dividem em dois tipos, o retangular e o sarcófago ou múmia como também é conhecido.
Retangular:
Modelo utilizado mais em praia ou em lugares onde a temperatura não é tão baixa que exija detalhes tão técnicos, como capuz, costuras alternadas, etc. Alguns modelos possuem zíper com abertura total que permite transformá-lo em edredom.
Sarcófago: Modelo em formato de sarcófago que protege o corpo e a cabeça da pessoa. Bem mais técnico que o retangular é indicado para temperaturas baixas pois seu formato minimiza o espaço interno fazendo com que seu corpo aqueça o ar interno mais rápido.
Características dos Sacos de Dormir:Costuras Alternadas:
A forma como o saco de dormir é costurado pode influenciar na proteção térmica, uma vez que a costura pode ser um ponto de escape de ar. Para sacos de dormir voltados para clima frio é recomendado que as costuras sejam alternadas, esse tipo de costura, que também é conhecido como costura quente, não se cruza formando uma espessura fina. Costuras simples, são também conhecidas como costuras frias.
Colar interno:Colar interno que pode ser fechado ao redor do pescoço para reter melhor o calor.
Proteção para o zíper:
Aba interna que protege o escape de ar quente pelo zíper.
Tipos de enchimento:
Natural – Penas:
A maioria dos sacos de dormir projetados para baixas temperaturas utilizam penas e penugem de ganso ou de pato. Esse tipo de enchimento possui a melhor relação aquecimento/peso disponível no mercado, além da sua grande capacidade de compactação. O ponto fraco deste tipo de enchimento é que quando molhado têm sua capacidade de aquecimento bastante reduzida. Este tipo de enchimento é conhecido por Down(penugem ou penas de patos) ou ExtraDown(penugem ou penas de ganso).
Sintéticos:
Existem vários tipos de enchimentos sintéticos, grande parte deles foram desenvolvidos pela alta tecnologia da empresa DuPont, a grande vantagem do enchimento sintético é que quando molhado perde pouco de sua capacidade de aquecimento. Abaixo estão os enchimentos mais utilizados pelos principais fabricantes de sacos de dormir:
Hollofil II:Fibra com o interior oco, que a faz mais leve, macia e que acumula mais ar em seu interior que as fibras sólidas.
20% mais isolamento e maciez que isolamentos de fibra sólida Retém sua capacidade de isolamento mesmo molhada.
Thermolite:Combina fibras siliconadas de 7 orifícios ocos com fibras em forma de galhos que se entremeiam.
Absorve pouca umidade e seca rápido. Quando saturada de água e torcida a mão thermolite continua oferecendo dois terços de sua performance original.
Quallofil: Possui uma estrutura de sete furos correndo no sentido do comprimento da fibra que melhora a relação isolamento / peso, e um acabamento de silicone que lhe proporciona um toque muito suave, semelhante à pena de ganso.
Tecidos: Os tecidos variam de acordo com o fabricante e com o modelo, é importante que o tecido seja respirável para que o ar possa sair de forma lenta e constante mantendo o calor interno e evitando a condensação da umidade dentro do saco de dormir. Muitos são feitos de tecido Rip-stop que em caso de rasgamento evita a expansão do rasgo.
Escolhendo a faixa de temperatura:
Na escolha da faixa de temperatura do saco de dormir é importante levarmos em conta vários fatores além da faixa de temperatura indicada pelo fabricante, fatores como o tipo de clima dos locais onde você costuma acampar, verificar como seu organismo se comporta no frio, se você é uma pessoa que sente muito frio é ideal adquirir um saco com uns cinco graus a menos para segurança. Os fabricantes normalmente fazem testes e fornecem uma faixa de temperatura confortável e também a temperatura extrema para qual o saco foi projetado.
Saco de Compressão: Alguns sacos de dormir vêm acompanhados por um saquinho de compressão muito útil para diminuir o volume do saco de dormir.Você pode adquiri-lo separadamente caso seu saco de dormir não venha acompanhado de um.
Armazenamento:Não guarde seu saco de dormir compactado no saquinho de transporte ou no saco de compressão, isto ocasiona a compactação permanente da fibra de enchimento diminuindo assim a capacidade de aquecimento do saco de dormir. Procure deixa-lo pendurado em um cabide no guarda roupa ou dobrado pela metade no maleiro compactando-o somente na hora de arrumar a mochila.
Isolante Térmico:
O isolante térmico é um tapete de material isolante que é colocado em baixo do saco de dormir para isolar o corpo da friagem do chão, o isolante é importante e deve ser usado em conjunto com o saco de dormir, além de isolar também proporciona um pouco mais de conforto. Normalmente o isolante é encontrado em dois tipos:
1 - Espuma de célula fechada EVA com espessura de 5mm ou mais:Opção mais econômica e utilizada pela maioria dos excursionistas, é leve porém volumoso.
2 - Infláveis:
Os isolantes térmicos infláveis são basicamente como um pastel, formados por um núcleo em espuma de célula aberta(a mesma utilizada em almofadas ou colchões) e um revestimento externo de tecido impermeável selado nos quatro lados, em um dos cantos é encontrada uma válvula para o enchimento do mesmo. Os isolantes infláveis da Therm-a-Rest possuem ainda a característica de serem auto-infláveis, basta abrir a válvula e deixar que o ar flua para dentro.
Marcelo Ney Wood
segunda-feira, 7 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Tempestades na montanha
Já passei por duas situações de pegar tempestades elétricas na montanha, ambas na Serra dos Órgãos, e a coisa é complicada, primeiro porque estamos em um dos piores lugares para se estar num temporal, na montanha, e segundo porque se você estiver em um cume ou numa crista de pedra você provavelmente será o ponto mais alto da região.
Um texto de Alex Huber publicado no site: http://www.altamontanha.com/ ilustra muito bem a situação, para quem quiser ler o texto:
Chuva, raios, água e frio. História de uma roubada nos Marins
http://www.altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=416&CatID=27
Depois dos perrengues eu sempre pesquiso sobre o assunto e independente da fonte as informações sempre são parecidas e resumindo:
- Não existe lugar seguro em ambiente externo como montanhas, pastos, etc.
- Barracas não oferecem proteção alguma.
- Em caso de raios em campo aberto não fique em grupo, separe-se dos demais em torno de 5 metros.
- Livre-se de equipamentos metálicos como por exemplo um bastão de caminhada.
- Não se abrigue em árvores isoladas, ao invés procure desfiladeiros ou vales.
- No caso de pegar uma tempestade elétrica na montanha não existe muito o que fazer já que não existe um lugar isolado com pára-raios.
Em atividades em época de chuvas fortes (verão) eu sempre procuro ver a previsão do tempo e programar para ou voltar antes do final da tarde ou estar abrigado nesse horário.
Se você estiver em um local sem um abrigo próximo e sentir seus pêlos arrepiados ou sua pele coçar, está indicando que um raio está preste a cair, portanto, ajoelhe-se e curve-se para frente, colocando suas mãos nos joelhos e sua cabeça entre eles. Não se deite no chão.
Algumas informações importantes sobre tempestades e raios:
O jornal O Estado de S.Paulo noticiou em 21 de fevereiro de 2008 que houve 22 mortes por raios nos primeiros 50 dias de 2008 em oposição a 46 vítimas em todo o ano anterior (2007), sugerindo um aumento do número de acidentes. A maior parte dos acidentes se concentra no Estado de São Paulo.
O INPE informa também que houve aumento em 35% no número de raios na região sudeste do país em 2008 em relação ao mesmo período de 2007, a explicação para o aumento da incidência de raios está no fenômeno La Niña, que é o esfriamento de águas do Oceano Pacífico. Esse fenômeno climático está aumentando a incidência de raios no Brasil e a região mais afetada é exatamente a sudeste.
No ano de 2001 em que o fenômeno “La Niña” marcou presença, o número de mortes por raio atingiu 73 óbitos, o mais alto até agora no país.
A maior parte das vezes os acidentes ocorrem no fim da tarde. Dados americanos mostram que antigamente as vítimas eram fazendeiros e marinheiros, mas hoje em dia são adeptos do ecoturismo e atividades esportivas em locais abertos e de maior altitude.
Um fato curioso no caso das mortes por raio é que a causa é realmente uma parada cardio-respiratória, que não passa de evento terminal de tantas outras causas de morte. Porém, o dano ocasionado pelo raio pode ser decorrente da própria voltagem do relâmpago, do trauma provocado pelo raio ou pelo excesso de contrações musculares. A maioria das vítimas fica sem respirar e sem batimentos cardíacos, mas consegue recobrar as funções espontaneamente! Um fato ainda misterioso para a ciência médica.
Acredita-se que há uma cessação dos movimentos respiratórios e circulatórios por curto espaço de tempo, mas depois disso as funções cerebrais reassumem o comando. Por esse motivo, recomenda-se sempre iniciar manobras de ressuscitação em quem foi atingido por raio, mesmo que aparente estar morto. Em outros termos, é como se um hipotético “disjuntor caísse” e, alguém o ligasse novamente, restabelecendo a energia no organismo, ou seja, os batimentos cardíacos e os movimentos respiratórios.
As formas de acidente por raio são de quatro tipos:
Direta - o raio cai sobre uma pessoa em pé em um lugar aberto, entrando pela cabeça (entra no crânio pelos orifícios), atravessa externamente e internamente a pessoa e sai pelo solo. Esse tipo de acidente é o que faz o maior número de vítimas.
Por contato - o raio atinge um objeto próximo a pessoa, transferindo-se para ela. Os objetos de contato podem ser tacos de golf, guarda-chuvas ou por exemplo, um molho de chaves.
Por espalhamento (splash) - ocorre quando a tempestade está em cima de uma área cheia de árvores e o raio cai sobre uma delas, e se espalha pelas pessoas em volta. Pode ocorrer também dentro de casa, se a vítima estiver utilizando telefone com fio. É o tipo mais comum de acidente.
Em onda - a última forma é quando o raio atinge o solo e viaja em círculos (igual a quando lançamos uma pedra em um lago) e quem estiver no raio da ondaé atingido.
Fontes:
http://ciencia.hsw.uol.com.br/acidentes-com-raios-no-brasil.htm
http://www.lightningsafety.noaa.gov/overview.htm
http://www.inpe.br/webelat/homepage/
Um texto de Alex Huber publicado no site: http://www.altamontanha.com/ ilustra muito bem a situação, para quem quiser ler o texto:
Chuva, raios, água e frio. História de uma roubada nos Marins
http://www.altamontanha.com/colunas.asp?NewsID=416&CatID=27
Depois dos perrengues eu sempre pesquiso sobre o assunto e independente da fonte as informações sempre são parecidas e resumindo:
- Não existe lugar seguro em ambiente externo como montanhas, pastos, etc.
- Barracas não oferecem proteção alguma.
- Em caso de raios em campo aberto não fique em grupo, separe-se dos demais em torno de 5 metros.
- Livre-se de equipamentos metálicos como por exemplo um bastão de caminhada.
- Não se abrigue em árvores isoladas, ao invés procure desfiladeiros ou vales.
- No caso de pegar uma tempestade elétrica na montanha não existe muito o que fazer já que não existe um lugar isolado com pára-raios.
Em atividades em época de chuvas fortes (verão) eu sempre procuro ver a previsão do tempo e programar para ou voltar antes do final da tarde ou estar abrigado nesse horário.
Se você estiver em um local sem um abrigo próximo e sentir seus pêlos arrepiados ou sua pele coçar, está indicando que um raio está preste a cair, portanto, ajoelhe-se e curve-se para frente, colocando suas mãos nos joelhos e sua cabeça entre eles. Não se deite no chão.
Algumas informações importantes sobre tempestades e raios:
O jornal O Estado de S.Paulo noticiou em 21 de fevereiro de 2008 que houve 22 mortes por raios nos primeiros 50 dias de 2008 em oposição a 46 vítimas em todo o ano anterior (2007), sugerindo um aumento do número de acidentes. A maior parte dos acidentes se concentra no Estado de São Paulo.
O INPE informa também que houve aumento em 35% no número de raios na região sudeste do país em 2008 em relação ao mesmo período de 2007, a explicação para o aumento da incidência de raios está no fenômeno La Niña, que é o esfriamento de águas do Oceano Pacífico. Esse fenômeno climático está aumentando a incidência de raios no Brasil e a região mais afetada é exatamente a sudeste.
No ano de 2001 em que o fenômeno “La Niña” marcou presença, o número de mortes por raio atingiu 73 óbitos, o mais alto até agora no país.
A maior parte das vezes os acidentes ocorrem no fim da tarde. Dados americanos mostram que antigamente as vítimas eram fazendeiros e marinheiros, mas hoje em dia são adeptos do ecoturismo e atividades esportivas em locais abertos e de maior altitude.
Um fato curioso no caso das mortes por raio é que a causa é realmente uma parada cardio-respiratória, que não passa de evento terminal de tantas outras causas de morte. Porém, o dano ocasionado pelo raio pode ser decorrente da própria voltagem do relâmpago, do trauma provocado pelo raio ou pelo excesso de contrações musculares. A maioria das vítimas fica sem respirar e sem batimentos cardíacos, mas consegue recobrar as funções espontaneamente! Um fato ainda misterioso para a ciência médica.
Acredita-se que há uma cessação dos movimentos respiratórios e circulatórios por curto espaço de tempo, mas depois disso as funções cerebrais reassumem o comando. Por esse motivo, recomenda-se sempre iniciar manobras de ressuscitação em quem foi atingido por raio, mesmo que aparente estar morto. Em outros termos, é como se um hipotético “disjuntor caísse” e, alguém o ligasse novamente, restabelecendo a energia no organismo, ou seja, os batimentos cardíacos e os movimentos respiratórios.
As formas de acidente por raio são de quatro tipos:
Direta - o raio cai sobre uma pessoa em pé em um lugar aberto, entrando pela cabeça (entra no crânio pelos orifícios), atravessa externamente e internamente a pessoa e sai pelo solo. Esse tipo de acidente é o que faz o maior número de vítimas.
Por contato - o raio atinge um objeto próximo a pessoa, transferindo-se para ela. Os objetos de contato podem ser tacos de golf, guarda-chuvas ou por exemplo, um molho de chaves.
Por espalhamento (splash) - ocorre quando a tempestade está em cima de uma área cheia de árvores e o raio cai sobre uma delas, e se espalha pelas pessoas em volta. Pode ocorrer também dentro de casa, se a vítima estiver utilizando telefone com fio. É o tipo mais comum de acidente.
Em onda - a última forma é quando o raio atinge o solo e viaja em círculos (igual a quando lançamos uma pedra em um lago) e quem estiver no raio da ondaé atingido.
Fontes:
http://ciencia.hsw.uol.com.br/acidentes-com-raios-no-brasil.htm
http://www.lightningsafety.noaa.gov/overview.htm
http://www.inpe.br/webelat/homepage/
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