segunda-feira, 29 de junho de 2009

Ohne Dich.

Esse vídeo merece ser postado aqui, demonstra com clareza o verdadeiro espírito do montanhismo. Assista até o final.



Com os cumprimentos do nosso "hermano" Miltão.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

"Lightweight Hiking"

Últimamente tenho repensado minhas velhas práticas de excursionismo no sentido de tornar mais leve minha carga e trocar a minha boa e velha mochila cargueira de 90 ltrs por um de 40.

Semana passada fui até o bazar da OBB (http://www.obb.org.br) e acabei conversando com um cara muito gente boa que estava vendendo uma barraquinha da Kailash, infelizmente me distraí e não perguntei o nome, ele acabou me dizendo o termo em inglês utilizado para designar essa prática de levar o básico: "Lightweight Hiking".

Essa prática requer um pouco de jogo de cintura de quem a utiliza e a sua característica mais marcante depois da boa diminuição da carga é o considerável aumento de desconforto (para alguns algo inaceitável) ou seja, adeus saco de dormir de -10, bota semi-rígida com gore-tex, barraquinha confortável com sistema anti-condensação, fogareiro multi-combustível com 2 litros de benzina de reserva, comida para dar, vender e sobrar... O esquema é um semi survivor-man ou como eu gosto de chamar: "Perrengue controlado" ou "Perrengue Simulator". O quesito "experiência do praticante" é muito importante pois há pouca margem para erros e imprevistos. Mas isso não quer dizer que temos que nos privar de todo conforto pois já existem equipamentos modernos bem leves exatamente para essa finalidade, sim os fabricantes estão ligados nessa onda! Exemplo disso nesse site: http://www.golite.com

"No pain, no gain", esse sofrimento todo tem recompensa: Agilidade! O ganho de velocidade no percurso com a diminuição de carga possibilita cobrir maiores distâncias em menor tempo.

Dias atrás postei um vídeo ensinando a constuir um fogareiro leve, econômico, ecológico (a àlcool) e "utilizável" até altitudes de 3000 metros, hoje acabei achando um vídeo de um camarada fazendo sua capa de chuva virar uma pequena tenda. Não achei muita vantagem desse esquema por conta da armação mas veja o vídeo e decida se a idéia vale a pena:


Poncho Tarp Tent - The best video clips are right here

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Clube Alpino Paulista comemora 50 anos



O tradicional Clube Alpino Paulista, uma das primeiras entidades a congregar praticantes de montanhismo do Brasil, comemora 50 anos nesta sexta-feira, 26 de junho.

Fundado por Domingos Giobbi, o CAP tem como membros grandes nomes da montanhismo nacional. Entre eles estão o casal Paulo e Helena Coelho, famoso por suas escaladas no Everest e outros cumes do Himalaia, além de Fábio Cascino, José Nelson Barretta, Francisco Petrone e Sergio Robles.

A organização oferece cursos de escalada em rocha e gelo e se notabilizou também pelo apoio que presta aos militares e cientistas do Programa Antártico Brasileiro. Atualmente, promove encontros semanais, sempre às quartas-feiras, a partir das 20h30, na Rua Amâncio de Carvalho, 86 – Vila Mariana.

Mais informações podem ser obtidas no site www.cap.com.br ou e.mail contato@cap.com.br

terça-feira, 23 de junho de 2009

Fogareiro de 1 real! E funciona!

O seu MSR de 700 reais está quebrado? Você não está afim de gastar? Cansou de comer granola com leite frio nos acampamentos porque não quer levar fogareiro pesado? Todos os seus problemas acabaram, agora você pode ter um fogareiro ultra super mega hiper heavy metal thunder por apenas 1 real mas cuidado pra não tacar fogo no camp! hehehe...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Avalanches


NOTA: Este texto foi gentilmente traduzido e enviado pelo Azimutante Milton Marques que atua como Guia de Montanha na região da Patagônia Argentina. Tal artigo é de extrema importância para quem frequenta ou deseja frequentar montanhas nevadas.

Prevenção contra avalanches.

A prevenção só é possível quando existem os conhecimentos profundos da geografia, das características da neve e das técnicas de auto-resgate treinadas no ambiente.

Para prever as avalanches é fundamental compreender seus diferentes tipos, como se relacionam estes com as propriedades da neve, o tipo de terreno, o clima, a orientação das ladeiras e os fenômenos atmosféricos (vento, chuvas, temperatura, etc.). A presença humana nestes cenários exerce influência na geração das avalanches.

A incorporação deste conjunto de informações teóricas e da experiência prática (em contato com o elemento, o estudo no lugar do manto de neve) estimula o crescimento de uma forma de consciência acrescentada. No cotidiano se conhece como o olfato do andinista, poderia dizer a intuição, a percepção do risco. Diria que esta é uma capacidade de desenvolvimento sobre as bases recém expostas e cujo resultado concreto é a antecipação, ferramenta crave da prevenção.

As pendentes mais perigosas estão entre os 25° e os 45° graus de inclinação.

Técnicas de auto-resgate


O fato de haver completado uma sólida formação técnica na prevenção de acidentes não garante que estejamos isentos de sermos vítimas de avalanches. Os elementos que influem na formação de uma avalanche geram um número infinito de variáveis, dando como resultado um risco residual considerável.

Por isso a aprendizagem das técnicas de auto-resgate é fundamental para a prevenção.


Para demonstrar rápidamente porque é importante possuir treinamento em técnicas de auto-resgate, vale demonstrar as estatísticas, que nos ajudam a compreender que em uma situação de avalanche, atuar com efetividade e rapidez, dispondo de equipamento adequado e de treinamento específico, pode significar a diferencia entre a vida e a morte.


Porcentagem de sobrevivência entre pessoas soterradas por avalanche.


  • 80% sobrevivem se permanecem na superfície.
  • 40 – 45% sobrevivem se ficam parcial ou totalmente enterrados.
  • 55 – 60% sobrevivem se ficam protegidos por veículos ou edifícios.
Causas de morte em avalanches:

  • 65% asfixia
  • 25% colisão com árvores, rochas e outros obstáculos.
  • 10% hipotermia e choque.


Sobrevivência de vítimas que ficaram enterradas em função de tempo de resgate.


  • As vitimas que ficam enterradas sobrevivem em 40% do total.
  • 20%(50% dos sobreviventes) vivem mais de 30 minutos.
  • 13% vivem mais de uma hora.
  • 7% vivem mais de duas horas.
  • 4% vivem mais de três horas.
  • Os resgates com vida de pessoas enterradas a mais de 2 metros de profundidade são só 4%.

O equipamento de auto-resgate indispensável.

ARVA – equipo emissor e receptor.

Emite um sinal sonoro conhecido como "beep".

Quando uma pessoa é vitima de uma avalanche ficando soterrado, seu ARVA em posição de emissão envia um sinal. As pessoas que ficam fora colocam seus ARVA em recepção, e desta maneira através de um método específico de busca podem localizar a posição da vítima enterrada.


Sonda desmontável
É indispensável na segunda etapa, já que nos permitirá sentir um corpo enterrado na neve, garantindo que o trabalho de escavação seja certeiro. A sonda permite captar claramente a diferença entre um corpo de outros objetos, especialmente rochas.


Pá de neve desmontável

É essencial na última etapa desta operação de auto-resgate que consiste em desenterrar a vitima no menor tempo possível.


Treinamento específico.

É fundamental ter um treinamento específico para o manejo dos equipamentos junto ao resto dos equipamentos de auto-resgate e fazer simulados.

Busca com ARVA, Sonda e pá.


Primeiros Socorros

Uma vítima de avalanche sempre apresenta um quadro de hipotermia de leve a sevéro, pode apresentar obstrução nas vias aéreas e parada respiratório ou cardiorrespiratório, traumatismo, hemorragias, etc. Em qualquer destes casos será necessário responder eficazmente a vítima nos primeiros socorros.


Proteção para hipotérmico.


Dicas importantes:

  • Evitar andar só na montanha no inverno. Uma vítima de avalanche dependerá de seus companheiros para resgatá-la.
  • Quando em grupo mantenha distância entre os membros do mesmo em terrenos expostos. Isso distribui o peso sobre o manto de neve e assegura que os membros do grupo poderão atuar se necessário.
  • Qualquer pessoa que se encontra transitando dentro de uma área exposta deve estar sendo vigiada pelos outros membros.
  • Durante uma tempestade de neve e o período de tempo imediatamente posterior a esta, se considera o momento de maior risco de avalanche.
  • É recomendável esperar 48 horas após uma nevasca intensa para transitar terrenos com exposição de avalanche.
  • Ainda dentro de um centro de esqui ou mesmo nas imediações, o terreno denominado "fora de pista" deverá ser considerado potencialmente perigoso, especialmente depois de uma tempestade de neve.

Bibliografia recomendada:

Manual técnico de avalanchas, David Mc-clung – Peter shaerer, Desnível.

Nieve y Avalanchas y meteo-France.

Traduzido por Milton Marques (www.azimutantes.blogspot.com).

www.avalanche.ca

www.csac.org

Polar Personal Trainer - Sua rotina de treinamento online

A Polar, fabricante mundial de monitores cardíacos, disponibilizou um site gratuito onde você entra com seus dados e escolhe um programa de treinamentos de acordo com seus objetivos e o site gera uma rotina de treinamento. O site era em inglês mas na última atualização ganhou versão em português também.

Os programas variam desde programas para corredores até para praticantes de atividades outdoor, entre outras opções é possível escolher a quantidade de semanas que durará o treinamento, a freqüência semanal e os esportes que serão praticados durante o treinamento.

É possível acompanhar o seu progresso através de gráficos e editar as atividades transferindo a data de treinos ou mudando os exercícios.

Para utilizar o site basta se cadastrar no site: https://www.polarpersonaltrainer.com/

Para quem tem um monitor cardíaco o site é bem interessante pois informa também a zona alvo em que o treino deverá ser feito o que possibilita um bom resultado em menor tempo.

sábado, 20 de junho de 2009

Milton Marques: Guia Brasileiro na Argentina

Foto: Marcelo Wood
Milton é Brasileiro e vive na Argentina a mais de três anos, é apaixonado pelo que faz, atualmente mora em Bariloche. Como guia tem longa experiência em organizações (logística operacionais) de expedições nacionais e internacionais, havendo coordenado vários grupos, sendo especialista em programas de desenvolvimento pessoal em travessias (expedições) e atividades de esporte de aventura.

Realizou também vários reconhecimentos de lugares para operações de novos itinerários e tem experiência na organização e manutenção de ferramentas e equipamentos esportivos.

Na área de outdoor training trabalha no planejamento e preparação de atividades relacionadas a programas de incentivo para empresas. Facilita programas para melhorar habilidades de liderança nas organizações como o autoconhecimento, a comunicação em tempos de crises, resolução de conflitos, trabalho em equipe e dinâmicas de grupo. Trabalha como consultor (realizando “debriefing”) nas equipes atuante nas atividades práticas. Desenvolve e elabora estratégias na área de segurança visando à prevenção de acidentes nas diferentes atividades de treinamento.

Trabalha na OBB (Outward Bound Brasil) desde 2002 como instrutor em diversos cursos para adultos e jovens. Em 2003 passou pelo processo de “assessment” onde se converteu em instrutor chefe em expedições. Estes cursos são dirigidos para escolas e grupos abertos e trabalham temas como: liderança, formação de educadores ao ar livre e desenvolvimento pessoal. Também trabalho como instrutor em diversos cursos dentro do programa de Ação Social que atende jovens (de 14 a 17 anos) em situação de risco social e faz parte do comitê de segurança de OBB até setembro de 2006.
Liderou durante quatro anos expedições outdoor, com grupos WCE – World Challenge Expedición no Brasil.
Na área de outdoor training trabalho no planejamento e preparação de atividades relacionadas a programas de incentivo para empresas. Desenvolvo e elaboro estrategias na área de segurança visando a prevenção de acidentes nas diferentes atividades de trenamento. Trabalho como consultor (realizando Debriefing) nos equipos actuantes e nas atividades práticas.

Ministrou treinamentos para: FFAA - Estado Maior do Ministério da Defesa das Forças Armadas Argentinas, Mercedes-Benz, Itaú Seguros, Bradesco, Faber Castell, Vera Cruz, Scania, Johnson & Johnson, Calcgraf, Payma Celulares, ABB – Asea Brown Boveri, Convexx, Magal, Asta Medica, Fosbrasil, Shering – Plus, Ibope, C&A, Unilever, Ford, entre outras.

Coordenou e participou de expedições na: Serra da Mantiqueira, Serra dos Órgãos no Brasil, Cordilheira Huayhuash, Huana Potosí, Condoriri, Cordilheira Real na Bolívia e Vallecitos, Cordón del Plata, Cerro Aconcágua, Patagônia, Terra do Fogo na Argentina.

É qualificado como “Wilderness First Responder” certificado pela CSE em curso de aéreas Agrestes de Montanha na Argentina.

Quando não está trabalhando, desfruta fazendo passeios na natureza. E também gosta muito descansar em uma rede com uma boa música, um bom livro o um bom vinho.

Experiência Internacional

1. Expedição Cordilheira Huayhuash - Peru 09/2009 - Trekking na Região do Siula Grande.
2. Expedição Cordón del Plata. Argentina - 02/2005 - Escalada de Cerros na região.
3. Expedição Cordilheira Real – Bolívia - 09 /2005 - Esclada Huayna Potosi e Condoriri.
4. Expedição Patagônica - Argentina/Chile - 01/2000 - Ushuaia, Calafate, Chaltén e Torre del Paine - Solo para conhecimento da região.
5. Expedição Cordilheira Branca - Peru - 08/1999 - Escalada Pisco e Huscaran
6. Expedição Aconcágua - Argentina – 02/1999 - Escalada Noroeste (Rota Normal)
7. Expedição MERCOSUL - Argentina, Chile, Bolívia, Peru - 01/1997 - Argentina- Mendonza, Bariloche; Chile -Torre del Paine; Bolivia – Cordilheira Real e civilização PRE-Incas; Perú – Lago Titicaca, Puno, Cuzco e Semdero Inca Machu Picchu. Solo para conhecimento da região.

Foto: Márcio Martins
Experiência Profissional:

• Meridies – Expedição Aconcágua - 01/08
• Meridies – Expedição Patagônia 11/2007 – Escalada San Lorenzo. Argentina e Chilena.
• WCE – World Challemge Expedição- Guia de Montanha - Experiência de cinco anos em expedições outdoor, com grupos WCE em Brasil.
• OBB – “Outward Bound Brasil”. - Instrutor de Curso de Orientação e Navegação Terrestre.
Guia de Montanha – Mais de 1500 dias de Campo.
• Namaste Natureza – Guia de Montanha
Serra dos órgãos, Serra Fina, Serra Marins e Itaguaré, Serra da mantiqueira, Serra do Marumbi.
• Pisa trekking – Guia de Montanha -
Caminho Inca Peru, Cordilheira Branca, Cordilheira Real, Ushuaia, Torres Del Paine, Calafate e Chaltén.

Cursos:

Curso de Busca e Rescate em Avalanche.
Aventura Segura - Bariloche - 2009 - Certificação Francesa.
Curso de Busca e Resgate em Avalanche.
• Club Andino Bariloche – 2008
Curso de Rafting.
• Extremo Sur - 2007 Bariloche (Argentina).
Curso de Segurança e Resgate
• Extremo Sur - 2007 Bariloche (Argentina).
Curso de kayak Oceânico
• American Canoe Association - 2006 Ubatuba (Brasil).
WFR - Ministrado pela Associação Argentina de Guias Profissionais de Montanha.
• CSE – Fundación Ecomed - 80hs.- Mendonza 11/2006.
Curso de Escalada em Rocha e Artificial.
• Nível Avançado Big wall - 2005 (Brasil).
Socorrismo em áreas Remotas e expedições
• S.A.R.E - 40 hs. - 2005.
Curso de resgate em montanha. - 180 hs - 2004
• Cosmo – Corpo de Socorro em Montanha.
Curso de Primeiros Socorros e RCP em Zonas Remotas. - 40 hs - 2001
• Laborativ – Consultora Médico Deportiva. “National Safete Council”.
Curso de Primeiros Socorros. – 20 hs. - 1998.
• Hosp. das Clínicas São Paulo.
Curso de Escalada em Gelo e Neve.
• Centro Andino Bariloche. - 1997 (Argentina).

Por: M.Marques
Contato: escala905@hotmail.com

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Expedição Azimutantes - Peru 2009



Data: A ser definida (A partir de setembro).

Localizada a 110 km à sudoeste da Cordilheira Blanca, é uma cadeia de montanhas compacta e possivelmente a mais esplêndida dos Andes peruanos. Possui apenas 30 km de distância norte ao sul e lá se localiza a segunda mais alta montanha do Peru: Yerupajá, com 6.634 m.

Em geral, os geógrafos dividem os Andes peruanos em 20 cordilheiras. O circuito de aproximadamente 160 km ao redor do maciço de Huayhuash é uma das mais espetaculares rotas de trekking do mundo. Apesar de ser uma caminhada dura, traz como recompensa paisagens de beleza insuperável, com vistas de picos de mais de 6.000 m de altitude com faces escarpadas, lagos de cor turquesa, bosques, riachos de águas cristalinas e pequenas comunidades andinas.



Cronograma da Expedição:

1º dia – São Paulo – Lima – Huaraz 3.090 m.
2º dia – Huaraz - Ruínas Willcawain caminhada de aclimatação.
3º dia – Huaraz - Laguna Paron 4.150 m - Huaraz caminhada de aclimatação.
4º dia – Huaraz - Laguna Churup 4.480 - Huaraz caminhada de aclimatação.
5º dia – Trekking 1 - Huaraz - Quartelhuain 4.100 m – início do trekking.
6º dia – Trekking 2 - Quartelhuain - Laguna Mitococha 4.200 m.
7º dia – Trekking 3 - Laguna Mitococha - Laguna Carhuacocha 4.150 m.
8º dia – Trekking 4 - Laguna Carhuacocha – Huayhuash 4.300 m.
9º dia – Trekking 5 - Huayhuash - Laguna Viconga 4.400 m.
10º dia – Trekking 6 - Laguna Viconga – . Quebrada Huanacpatay 4.300 m
11º dia – Trekking 7 - Quebrada Huanacpatay 4.300 – Huayllapa 3.500 m
12º dia – Trekking 8 – Huayllapa – Gashgapampa 4.400 m
13º dia – Trekking 9 – Gashgpampa - Laguna Jahuacocha 4.000 m
14º dia – Trekking 10 – Laguna Jahuacocha - Pacllon 3.350 m – Huaraz
15º dia – Huaraz - Lima - São Paulo



Cronograma Detalhado

1º dia - São Paulo – Lima - Huaraz
Vôo de São Paulo a Lima. Chegada em Lima pela manhã e embarque para Huaraz as 13:00 horas em ônibus executivo local. Chegada em Huaraz as 21:00 horas, traslado ao hotel e recepção. Hotel San Sebastian


2º dia - Huaraz
Ao amanhecer teremos a linda vista dos Andes, as montanhas estão lá, erguendo-se a alturas que envolvem todo o vale. Neste dia, como parte de nosso programa de aclimatação visitaremos as ruínas pré-incaicas de Willcawain. Desnível de 300 metros. Hotel San Sebastian - Café da Manhã


3º dia - Huaraz - Laguna Paron 4.150 m – Huaraz
Neste dia continuaremos o nosso programa de aclimatação, visitaremos a maior laguna da Cordilheira Blanca. Serão três horas de carro pelos vales onde se localizam as grandes montanhas do norte andino, passaremos aos pés do Huascaran – 6.768 metros, a maior montanha da cordilheira. Caminharemos por 2 horas a altitude de 4.200 metros. Hotel San Sebastian - Café da Manhã


4º dia - Huaraz - Laguna Churup 4.480 metros – Huaraz
Do nevado (montanha) Churup – 5.495 metros, se origina a uma das lagunas mais espetaculares da região. Está a 20 kilômetros de Huaraz pela estrada que nos leva aos vilarejos de Pitec. Caminharemos por 3 horas com trechos de “escalaminhadas” até nos depararmos com as águas de azul turquesa desta impressionante laguna. Tarde para checarmos todos os equipamentos e se necessário efetuar as últimas compras. Hotel San Sebastian -Café da Manhã


5º dia - T1 - Huaraz - Quartelhuain 4.100 metros
Uma vez fora de Huaraz, deixando para trás as buzinas incessantes dos táxis para se aproximar da espetacular Cordilheira Huayhuash. Serão seis horas chacoalhando dentro de uma van valerão a pena, pois avistaremos de longe o Yerupajá e várias outras montanhas. Esta que é a maior montanha da Cordilheira Huayhuash, foi conquistada em 1950 por uma equipe americana da Universidade de Harvard, e conta hoje com aproximadamente 14 êxitos e cerca de 30 alpinistas que conseguiram chegar no seu ponto mais alto. Acamparemos a 4.200 metros, onde a van nos deixará. Acampamento Full Café da manhã, lanche de trilha, chá da tarde e jantar


6º dia - T2 - Quartelhuain - Laguna Mitococha 4.200 metros
Neste primeiro acampamento estaremos a 3 horas do nosso primeiro passo de 4.700 metros (Cacananpunta) de uma série de 8 passos. Um passo é a menor altitude entre as montanhas, ou seja, de um vale para outro sempre haverá passos e é um lugar mágico, a conquista destes lugares é semelhante a conquista de cumes. O visual é incrível. Neste dia serão 6 horas de caminhada. Acampamento Full Café da manhã, lanche de trilha, chá da tarde e jantar


7º dia - T3 - Laguna Mitococha - Laguna Carhuacocha 4.150 metros
Neste dia temos o encontro com o grande Yerupajá - 6.634 metros (a segunda maior e mais difícil montanha dos Andes). Temos 6 horas de caminhada, um desnível de 420 metros e atravessaremos o Passo Carhuac - 4.650 metros. Acampamento Full Café da manhã, lanche de trilha, chá da tarde e jantar


8º dia - T4 - Laguna Carhuacocha – Huayhuash 4.330 metros
Este talvez seja o dia mais longo da nossa expedição. Atravessaremos o Passo Siula (4.800 metros) ou o Passo Carnicero (4.600 metros). É um dia de visuais de glaciares e imensas paredes de gelo com lagos glaciais de cores impressionantes. Caminhada de 8 horas até o vilarejo Huayhuash. Acampamento Full Café da manhã, lanche de trilha, chá da tarde e jantar


9º dia - T5 - Huayhuash - Laguna Viconga 4.400 metros
Deixaremos este pitoresco vilarejo de pastores, um dos mais altos da região andina. Caminharemos para um acampamento com banhos termais ao ar livre (rústico, sem infra-estrutura de turismo organizado. Leve roupa de banho). Banhos termais, lagoas de azul turquesa são as recompensas de quase uma semana de caminhada e travessias de quatro passos acima dos 4.000 metros Tempo de caminhada, 6 horas - Passo Portachuelo de Huayhuash - 4.750 metros. Acampamento Full Café da manhã, lanche de trilha, chá da tarde e jantar


10º dia - T6 - Laguna Viconga - Quebrada Huanacpatay 4.300 metros
Neste dia enfrentaremos um desnível de mais de 700 metros para cruzar o passo Punta Cuyoc - 5.000 metros. Vamos ter a visão da cordilheira Raura, uma extensão da Huyahuash, com mais de 10 montanhas acima dos 5.500 metros e inúmeros glaciares. Vamos perder a tão preciosa altura, até atingirmos um verde vale para a nossa área de acampamento. Caminhada de aproximadamente 6 horas. Acampamento Full Café da manhã, lanche de trilha, chá da tarde e jantar


11º dia - T7 - Quebrada Huanacpatay 4.300 – Huayllapa 3.500 metros
Dia fácil. A nossa caminhada de hoje nos leva a pequena Huayllapa. Um vilarejo isolado aonde não chegam automóveis e não há telefones. Nos abastecemos de frutas, verduras frescas e compartimos experiências com a população local. Caminhada de 4 horas. Acampamento Full Café da manhã, lanche de trilha, chá da tarde e jantar


12º dia - T8 – Huayllapa – Gashgapampa 4.400 metros
O penúltimo passo da nossa circunavegação será transposto neste dia, o Punta Tapush - 4.800 metros. Aos arredores da área de acampamento, na laguna Susucocha, poderemos encontrar restos de fosseis. Acampamento Full Café da manhã, lanche de trilha, chá da tarde e jantar


13º dia - T9 – Gashgpampa - Laguna Jahuacocha 4.000 metros
Neste dia cruzaremos o Passo Punta Yauche - 4.800 metros e caminharemos aproximadamente 7 horas. Voltaremos a nos encontrar com o Yerupajá (a face mais escalável), Rondoy (5.870 metros) e Jirishanka (6.094 metros). Acamparemos numa área isolado da laguna e possivelmente teremos truta na jantar, pescado pelo nosso staff. Módulo opcional: Ascensão do Diablo Mudo - 5.260metros A ascensao será pela via normal e desceremos pela outra face da montanha. Este passeio será de aproximadamente 11 horas em ritmo lento, devido a travessias de moraine, um rapel no gelo e travessias de gretas. Despertaremos a 3 horas da manhã e sairemos as 4 horas da manhã,com retorno previsto as 3 horas da tarde. A utilização de cavalos poderá ser feita até o início da moraine e após a descida há 2 horas do acampamento. Estaremos acompanhados por um guia de alta montanha. O passeio poderá ser suspenso devido as condições climáticas. Acampamento Full Café da manhã, lanche de trilha, chá da tarde e jantar


14º dia - T10 – Laguna Jahuacocha - Pacllon 3.350 metros – Huaraz
Neste dia teremos completado o circuito da Cordilheira Huayhuash, um dos mais espetaculares circuitos de trekking. Em 6 horas teremos nos afastado das montanhas pelo rio Achin até o primitivo vilarejo de Paclon. Em aproximadamente 5 horas estaremos em Huaraz. A noite jantar de comemoração com o staff. Hotel San Sebastian Café da manhã, lanche de trilha e jantar


15º dia - Huaraz – Lima
Na parte da manhã descanso e a tarde viagem a Lima. Hotel - Café da Manhã


16º dia - Lima – São Paulo
Café da Manhã e transfer do hotel ao aeroporto e viagem para São Paulo.

Lista de Equipamentos Sugeridos –Versão I

Itens técnicos

01_ Par de bastões de ski o para caminhar (telescópicos).

Botas e calçado

01_ Tênis, para caminhar as botas de trekking leves.
04_ Meias grossas de lã (4 pares)
04_ Meias semi grossas de lã (4 pares)
01_ Polainas ou cobre botas

Capas de vestimenta para o tronco

02 _Camisas de poliéster com manga larga
02_ Camiseta térmica fina, de Capilene® ou similar
01_ Blusa térmico de fleece/polar/pile 100 o expedition weight
01_ Blusa de fleece/polar/pile 300 ou Abrigo estilo Puffball de Patagonia®
01_ Blusa de Gore-Tex® ou similar
01_ Anorak de duvet, com capuz
01_ Balaclava ou Gorro de lã ou fleece (polar) bem abrigada
01_ Luvas térmicos de polipropileno
01_ Luvas de lã ou fleece (polar)

Capas de vestimenta para as pernas

05_ Cuecas tipo zorba largo térmico fino Capilene® o similar
01_ Calça térmicos de abrigo de fleece (polar 100o similar)
01_ Calça corta ventos tipo Gore-Tex o similar
01_ Calça de trekking de poliéster o secado rápido p/approach
01_ Short de poliéster o nylon corto p/approach

Mochilas e Saco de dormir

01_ Mochila grande de 80 lts o mais.
01_ Bolsas de plástico para organizar efeitos pessoais (para deixar material na pousada).
01_ Saco de dormir para -10/-15C de duvet (pena de ganso).
01_ Bolsa de compressão p/a bolsa de dormir
01_ Isolante p/dormir (Therm-a-Rest™)

Utensílios para comer

01_ Copo, se é possível de plástico
01_ Tapperware pequeno com tampa, como prato (não maior de 850 ml)
01_ Colher de sopa, se é possível de plástico
02_ Garrafas de plástico p/1 litro de H20 cada uma ou Camelbak® de 2 lt de capacidade p/approach

Itens Miscelâneas

01_ Gorro para sol tipo baseball o chapéu
01_ Crema p/ lábios
01_ Creme de proteção solar
01_ óculos de Sol com proteção lateral
01_ lenço para a cabeça (bandana)
01_ Lanterna frontal com pilas novas extras p/ler a noite
01_ Isqueiro
02_Sacos de lixo de grandes e grossas.
01_ Pasta de dentes pequena e escova de dente
01_ Relógio resistente a H2O e com alarme ou despertador
01_ Tira p/os óculos MAX ou Chums™ (mantém os óculos pendurados no pescoço)
01_ Garrafa térmica de aço inoxidável de 1 litro. (uma para cada 2 pessoas).
01 mascara para vento (óculos de ski)

Opcionais:

Comida pessoal a gosto pessoal: snacks, bolachas, etc.
01_ Jaleco de duvet (pena de ganso).
01_ Pequeno canivete suíço
01_ Câmara de fotos e filme
01_ Livro de bolso
01_ MP3.

Fonte das fotos: http://www.photoseek.com/peru/Huayhuash.html

Organização: Milton Marques