sábado, 29 de março de 2008

Não dá pra escalar hoje? Quem disse?

Olhe só que joguinho legal (clique na imagem para jogar).

quinta-feira, 27 de março de 2008

Dicas de boa convivência na trilha.

Nas diversas caminhadas e travessias que já realizei naturalmente me deparei com inúmeros caminhantes em grupos grandes, pequenos, caminhando sozinhos ou até em dificuldades por terem perdido o rumo ou por terem se ferido. O fato é que a maioria das caminhadas no montanhismo são em áreas remotas, muitas vezes longe dois ou três dias de áreas urbanas por isso é muito importante manter um relacionamento sociável com os demais excursionistas, não só pela boa e velha educação e cordialidade mas também pelo fato de que você terá de recorrer a ELES caso se meta em alguma roubada na montanha.

Certa vez no meio da travessia Petrópolis - Teresópolis me deparei com um grupo grande de pessoas na trilha, pelo menos umas quinze pessoas que estavam subindo uma encosta da qual eu estava descendo. Gentilmente eu e meus companheiros saímos pela borda da trilha para o pessoal não perder o ritmo da passada. Para nosso espanto NINGUÉM sequer OLHOU para nossa cara para cumprimentar ou agradecer exceto um dos guias do grupo que passou por último. Parou, nos cumprimentou, perguntou de onde éramos e disse que aquela era uma excursão de uma operadora da cidade de São Paulo. Após esse ocorrido comecei a prestar mais a atenção e acabei constatando empiricamente que a realidade é que infelizmente a frieza e a falta de comunicação dos grandes centros urbanos acaba sendo trazida para trilha junto com alguns excursionistas que habitam estas localidades, é claro que não posso generalizar mas é o que venho observando. Muita gente nem olha do lado, não te cumprimenta, se julga superior por possuir equipamentos de última geração, acha-se imune a toda sorte que o ambiente de montanha pode oferecer, esquece-se que cada pessoa é única e também possui conhecimentos amplos em alguma coisa, pois ninguém “sabe tudo”. Enfim, tem muita gente levando o stress e a competição egoísta das grandes metrópoles para cima da montanha.

Para de alguma forma tentar minimizar estes desentendidos exponho aqui algumas regras básicas de etiqueta e conduta específica (sob meu ponto de vista) para caminhadas e travessias.

Regrinhas:

  1. Seja educado, voluntarioso e sociável com todas as pessoas que encontrar pelo caminho, sejam eles moradores locais ou excursionistas experientes.

  2. O ritmo do seu grupo deverá ser dosado pelo integrante mais lento.

  3. Não caminhe colado no companheiro a sua frente. Dê um espaço de pelo menos 7 a 8 passos.

  4. Não fique muito longe do companheiro a sua frente. Se você caminhar de modo a perder seu companheiro de vista fará com que ele tenha que parar continuamente para te esperar.

  5. Dê uma olhada para trás antes de entrar em bifurcações. Se o companheiro que vem atrás transgrediu a regra acima ele poderá se perder caso entre pela vertente errada da trilha.

  6. Fique na beirada da trilha caso necessite amarrar a bota, ajustar a mochila ou mesmo admirar a vista.

  7. Peça licença de forma gentil para passar quando um excursionista de outro grupo estiver em ritmo mais lento a sua frente.

  8. Quando seu grupo estiver descendo uma encosta e outro subindo, fique na beirada e deixe os que estão subindo passar para que o ritmo deles não seja quebrado, quem sobe tem a preferência. Cumprimente todos os integrantes do grupo, ou ao menos sorria para eles.

  9. Preocupe-se em mater um passo que todos do grupo possam acompanhar. Ao parar para descançar lembre-se que o integrante mais lento também deverá se recuperar. O que acontece geralmente é que quando o mais lento chega os mais rápidos já estão saindo, tente evitar isso.

  10. Não grite, não xingue, não passe por cima de ninguém para conseguir uma área de camping boa, siga as regras de mínimo impacto.

Enfim, tenha bom senso e educação.

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Tromba ou Cabeça D'água?

Entenda a diferença entre tromba e cabeça d'água

Em Guapimirim uma enxurrada arrastou banhistas que se divertiam numa cachoeira.Em Florianópolis, uma tromba d'água assustou banhistas de várias praias da região.

Em Guapimirim, Região Metropolitana do Rio, uma enxurrada arrastou turistas que se divertiam numa cachoeira, dia 9 de março de 2008, deixando seis mortos. Mas além da tragédia, a definição do fenômeno que causou as mortes provocou estranheza: seria uma tromba ou uma cabeça d'água?

O chefe do Laboratório de Meteorologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense, Valdo Marques, explica que a tromba d’água é a chuva forte que cai localizada, por no máximo meia hora, e que provoca enchente na cabeceira de um rio. Exatamente como aconteceu no caso de Guapimirim.

Já a cabeça d’água é um fenômeno proveniente da chuva que cai em um determinado lugar, principalmente em serras, e aumenta o nível de água, podendo provocar uma enchente. Este tipo de fenômeno se forma quando há forte calor e alta umidade do ar.

“Pode até estar fazendo sol em alguma parte do rio, mas se na cabeceira estiver chovendo, essa água pode descer pela nascente com muita intensidade e ir arrastando tudo que vê pela frente, como foi o caso da cachoeira no Rio Soberbo, no município de Guapimirim”, explica.

Outro tipo de tromba d'água

De acordo com ele a tromba d’água também acontece quando há uma massa de nuvens rodopiantes sobre o oceano. A velocidade dos ventos, que pode chegar a 100 km/h, “suga” a água e provoca um funil em movimento. É um redemoinho de vento igual aos tornados, só que ocorre sobre grandes porções de água, como mares, rios e oceanos.

Em Florianópolis, uma tromba d'água assustou banhistas de várias praias da região, em Santa Catarina. O fenômeno, que foi visível a partir da praia de Canasvieiras, não deixou feridos.

Imagens: Vistas da Ponte do Complexo Maromba, no Parque Nacional do Itatiaia, em 2005. Na esquerda, o local antes do fenômeno. À direita: o próprio.



Sistema de alerta contra cabeças d’água evita tragédia no PARNASO

No domingo, dia 9 de março de 2008, uma cabeça d'água de grandes proporções atingiu o rio Soberbo, que nasce no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, e matou sete pessoas em cachoeiras próximas ao Parque. O sistema de alerta operado pelos vigilantes do PARNASO evitou que cerca de 50 pessoas que se banhavam nas cachoeiras da Sede Guapimirim fossem atingidas.

A cabeça d'água é um fenômeno natural que ocorre quando chove muito na cabeceira de um rio e um volume grande de água se acumula e desce o rio com grande força. As cabeças d’água do rio Soberbo estão entre as mais significativas do país em função do relevo da região, como explica o chefe do , Ernesto Viveiros de Castro: ”o relevo do vale do Soberbo faz com que a drenagem das águas da chuva escoem rapidamente para a estreita calha do rio. Em situações de grande precipitação esta água desce como uma onda. É como se fosse um grande funil concentrando a água de uma grande área em uma saída estreita”. Como agravante, esta área apresenta os maiores índices de precipitação do estado do Rio de janeiro, chegando a 3.600 mm anuais.


Poço da Ponte Velha (Guapimirim) em dia normal (à esquerda) e numa cabeça d'água de média intensidade em 2004 (à direita).

Os banhistas que estavam nas cachoeiras do Parque Nacional da Serra dos Órgãos foram salvos pelo sistema de alerta operado por vigilantes e funcionários do Parque. As chuvas nas cabeceiras da serra são monitoradas por funcionários no abrigo de montanha e, em caso de alerta, vigilantes evacuam os banhistas dos rios Soberbo e Paquequer. Este sistema salvou dezenas de vidas no último domingo, quando os visitantes foram avisados por meio de apitos e gritos de alerta e deixaram as cachoeiras momentos antes da cabeça d'água passar. Além disso, a área do Parque apresenta sinalização de alerta e orientação sobre cabeças d'água e outros riscos.
Infelizmente, em uma cachoeira fora do parque, também no rio Soberbo, algumas pessoas não tiveram a mesma sorte. A cabeça d'água passou quando havia pessoas na água. Oito pessoas morreram, incluindo uma criança de 10 anos. Na tragédia de domingo outros fatores contribuíram para o grande número de vítimas: a chuva foi cedo (por volta das 13 horas), quando muios banhistas aproveitavam as cachoeiras e praticamente não choveu na parte baixa da serra, fazendo com que muitos banhistas permanecessem no rio.

Como se prevenir:
Áreas naturais apresentam riscos, como a cabeça d'água. Para se prevenir, verifique a previsão do tempo antes de sair de casa. Ao perceber nuvens se formando no alto da serra afaste-se do leito do rio. Quando estiver visitando o Parque Nacional da Serra dos Órgãos, informe-se com os guardas sobre o risco de cabeças d'água e obedeça sempre aos alertas para sair da água.

terça-feira, 25 de março de 2008

Kit perrengue: Um dia você ainda vai usar um!

Todo mundo está careca de saber que a prática do montahismo está ligada diretamente ao risco. Risco de tomar chuva, risco de queda, risco de levar um raio no traseiro, risco de fraturas, hipotermia, risco de calcular mal algum suprimento e passar perrengue na atividade, risco de ter que vestir mesmo um paleto de madeira, enfim o legal do montanhismo (pelo menos para mim) é justamente ter que trabalhar a extratégia e a logística para se minimizar a possibilidade de ocorrência das famosas "roubadas". Tem até uma comunidade no Orkut direcionada ao público escalador que se chama "quem não arrisca não se phode" do nosso colega Bernardo Collares Arantes que a meu ver, ilustra humoristicamente bem o fator risco na escalada e no montanhismo de uma forma geral. Mas é bom salientar que o bom senso e experiência são sempre indicados para que a gente não se "phoda" muito em uma atividade.

Apesar de existir outras variações vou relacionar aqui alguns ítens importantíssimos na mochila de qualquer montanhista que se preze, é o famoso KIT PERRENGUE que muitas vezes é carregado na mochila mas só é efetivamente utilizado na hora que o capeta está espetando nosso rabo! São eles:

1-) Mapa ou croqui de via (ou os dois):
Sempre carregue um mapa da área que você vai visitar, de preferência plastificado ou envolto em algum plástico protetor. Aprenda a utiliza-lo. Também é válido coletar antecipadamente algumas informações com pessoas que já realizaram o trajeto, para isso utilize as listas de discussão, centros excursionistas, e-mails, internet, enfim...

2-) Bússola:
Muita gente vai falar: Mas eu uso GPS!
Eu digo: E se o GPS der pau? Na época do Cabral tinha GPS? hehehe... Tenha uma bússola e saiba usá-la. O Sérgio Beck tem um livrinho bom sobre bússola, neste site: www.livrosdobeck.com

3-) Lanterna ou headlamp:
Sempre tenha uma fonte de luz a prova de chuva (muito importante) e com uma boa autonomia de funcionamento, além de pilhas novas de reserva.

4-) Comida extra:
Mesmo que você tenha certeza que vai escalar/caminhar e voltar no mesmo dia SEMPRE leve um ranguinho a mais (chocolate, queijo duro, frutas duras, frutas cristalizadas, salame, etc), nunca se sabe se você vai se machucar, se perder, ficar preso na via, etc. De preferência algo que não precise cozinhar.

5-) Anorak e roupa extra:
No caso de chuva ou vento o anorak vai te adiantar um bom lado, além de uma camiseta, blusa de fleece, cueca e meias secas. Aqui eu estou colocando algumas peças a mais do que costumo levar mas o anorak e uma blusa seca são essênciais.

6-) Manta térmica ou saco de bivaque:
Aquelas mantas de plástico tipo as que os bombeiros usam para isolar acidentados, são muito boas para improvisar abrigos e pode ser levada dobradinha dentro do estojo de p.s.. Também há alguns que preferem levar um saco de bivaque que possibilita o montanhista criar um casulo impermeável para se proteger de intempéries.

7-) Kit de primeiros socorros:
Algo básico, tipo aqueles kits de carro, com bandagens, esparadrapo, antistamínicos e algum medicamento específico necessário. Também é bom acrescentar protetor solar e purificador de água.

8-) Canivete de bolso:
Um canivete multifuncional de seu gosto que possibilite cozinhar, abrir latas, soltar parafusos, enfim, algo que lhe permita uma boa gama de soluções apesar do pouco espaço que ocupa.

9-) Fogo:
Isqueiro, fósforos, ou qualquer coisa capaz de emitir faíscas. Numa emergência talvez você seja obrigado a cozinhar ou mesmo fazer uma fogueira para se aquecer (sempre seguindo as regras do mínimo impacto, clique aqui).

10-) Água:
Recipiente onde você possa armazenar e transportar água.

11-) Telefone celular:
Hoje em dia temos cobertura nos locais mais longinquos e um celular além de barato é leve e compacto. Esse aparelho é o responsável por salvar muita gente em roubadas. Dias atrás fiquei sabendo de escaladores que ficaram presos numa via no Pico Maior em Salinas e que só puderam ser resgatados depois de ligarem para o abrigo do Portela, portanto o celular é uma opção válida e decisiva no acionamento de um possível resgate. Não esqueça de deixá-lo com créditos suficientes, bateria carregada, desligado (só usar quando precisar) e protegido de chuva. E lógicamente, tenha anotado os possível telefones necessários para solicitar resgate.

Existem outros ítens interessantes de se levar como repelente de insetos, óculos escuros, cordeletes ou barbantes, pequena latinha que pode ser útil para cozinhar algo, etc. Muita coisa útil pode ser implementada a este kit com o cuidado de sempre matê-lo leve e compacto, mas acredito que os mais importantes são os citados acima.

Para não esquecer de nada numa escalada/caminhada sempre faça um checklist (veja o nosso) de todo material necessário para sua empreitada e sempre esteja atento aos fatores climáticos e a tudo que possa interferir na segurança sua e de sua equipe.

Texto por: André Zancanaro - www.azimutantes.blogspot.com

domingo, 23 de março de 2008

Daisy Chain: Usar ou não?

Um equipamento primordial de escalada é a solteira. Grosso modo é uma pequena corda ou fita atada a cadeirinha do escalador que se presta a ancorá-lo nas paradas. Alguns usam fitas tubulares, outros usam um pedaço pequeno de corda dinâmica (como eu) outros usam corda com "gi-gi" (uma plaqueta da Kong) para ajustar o comprimento da corda e alguns outros se utilizam da daisy chain, uma fita com diversos aneis que permite que a comprimento seja regulado entre o escalador e a parada. Apesar da polêmica que gira em torno desse equipo, o que fez com que muita gente abandonasse esse apetrecho, não posso negar que a daisy chain é bem prática devido a facilidade em se ajustar e respeito o critério de cada um em utilizá-la ou não pois se utilizada somente com um mosquetão deixa uma margem muito grande para erro que, em caso de algum tranco na mesma, pode estourar os anéis e desconectar o escalador.

Veja o vídeo a seguir e tire as suas conclusões:

Coisas interessantes no Youtube!

Pensando em gravar com os Azimutantes alguns vídeos didáticos para colocar no blog acabei achando exatamente isso no Youtube, são uns gringos passando dicas de posicionamento, técnicas e progressão na rocha. São vários vídeos encontrados quando se digita "Rock Climbing Techniques" na busca do Youtube. Muita coisa legal para relembrar, aprender e reaprender. Abaixo vou expor dois deles, mas tem muito mais no Youtube. Mas fica valendo o meu aviso de umas postagens atrás, ninguém é dono da verdade e nada substitui um curso presencial por um instrutor capacitado para tal.

Obs: Eu havia colocado dois vídeos do Youtube aqui mas eles foram tirados do ar, para ver os vídeos relacionados a este post é só clicar aqui.

terça-feira, 11 de março de 2008

Escalada Dib ( 09/03/2008 ).

Escaladinha deste domingo na pedreira do Dib em Mairiporã, SP. Participaram eu, Carlão e o Sérgião. Algumas fotos para o nosso querido "brog".














segunda-feira, 3 de março de 2008

Escaladinha neste 02 de março!

Neste domingão (2/03/2008) mais uma vez visitamos o Visual das águas, campo escola repleto de vias esportivas excelente para treinar e desenferrujar o esqueleto de quem (como eu) ficou um tempo parado nas escaladas. Como se tratam de vias curtas (10 a 25 metros), nós sempre após a guiada montamos top rope para agilizar o treinamento.

Estavam presentes eu, mais conhecido como André "Maluf" Zancanaro (rouba mas faz!), Márcio "robozinho" (Você solta ele no começo da via e ele só para no fim da cordada! hahaha...), Marcelinho "Desencagaçador" Wood (com seu método infalível de "desencagaçamento" por vôo livre induzido da via!) e o Carlão "Osman" Cecato (o bicho patina, escorrega, trupica mas vai pra cima! hehehe...).

Só para constar no blog, abaixo algumas fotos do nosso camarada Carlão que captei por meio de minha filmadora, ancorado na via ao lado.

E isso aí galera, não importa a idade, o tamanho da barriga, a falta de grana, o lance é escalar sempre que puder! Vamos para a rocha! Abração!

sábado, 1 de março de 2008

Silverio Nery alerta sobre restrições de acesso cada vez mais frequentes em áreas de escalada.

Silvério Nery é montanhista e presidente da Federeção de Montanhismo do Estado de São Paulo (Femesp) e da Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME). No artigo abaixo, ele relata as preocupações com as freqüentes restrições impostas às áreas de escalada. Acompanhe.

Caros Montanhistas,

Como muitos de vocês já sabem, ano passado tivemos o fechamento da Pedra do Guaraiúva para escaladas. Neste começo de ano já tivemos três indicações - um sinal amarelo - de problemas atribuídos ao comportamento de escaladores em locais tradicionais de escalada. A Serra do Lenheiro permaneceu fechada durante o Carnaval, fato inédito. Logo em seguida o Eliseu Frechou lançou um alerta sobre problemas na Pedra da Divisa, indicando que o proprietário, Sr. Dimas, está insatisfeito com o comportamento dos freqüentadores. E alguns dias depois, na lista de discussões da ABRESCA, de Brasília, surgiu um alerta semelhante sobre Cocalzinho, a imensa área de boulders que fica no Parque Estadual dos Pirineus, perto de Pirenópolis (GO), que é freqüentada por escaladores do Brasil inteiro.Infelizmente parece que muitos locais de escalada estão sendo freqüentados por pessoas sem conhecimento de regras básicas de convivência e sem noções mínimas de ética na escalada e de condutas de mínimo impacto na natureza. E o pior é que está sobrando para os escaladores e montanhistas, que vem enfrentando o fechamento de áreas ou o aumento de barreiras burocráticas para poder freqüentá-los. Creio que é hora de atacar o problema por todos os meios ao nosso alcance.Cada um pode e deve fazer sua parte, o trabalho de formiga pode dar excelentes resultados. Ninguém gosta de chamar a atenção de outra pessoa em um lugar público, mas pode ser necessário fazê-lo, com bastante jeito e diplomacia ao nos depararmos com uma conduta inadequada. Também podemos utilizar os meios de comunicação disponíveis para um alerta geral e irrestrito. Existem várias revistas e jornais de escalada; e, os sites e blogs que não param de aumentar. Aqueles que tiverem acesso a esses meios podem abordar o problema da necessidade de todos seguirem a ética do montanhismo e colaborarem para o mínimo impacto no sentido amplo, seja para conservar o meio ambiente, seja para conservar o bom relacionamento entre os montanhistas e, principalmente, a boa vontade e a colaboração dos responsáveis pelas áreas de escalada e de caminhadas públicas e privadas. Como referência geral de conduta, sugiro utilizar o Código de Ética da FEMESP, que pode inclusive ser distribuído em papel ou via internet.Nossa preocupação é grande, pois a tendência é a má fama dos escaladores se espalhar, contribuindo bastante para denegrir a imagem da comunidade como um todo. Isso pode resultar numa cascata de portas fechadas, com a perda de muitos espaços que conquistamos duramente nos últimos 5 anos e até mesmo dos que já estavam abertos antes disso.

Silverio Nery
Presidente da FEMESP e da CBME

Baixe aqui o CÓDIGO DE ÉTICA DA FEMESP.