sábado, 31 de maio de 2008
Acidente fatal no Morro da Babilônia.
Alpinista morre no alto no Morro da Babilônia
Plantão | Publicada em 30/05/2008 às 15h24m.
Simone Cândida - O Globo
RIO - Os bombeiros confirmaram que um dos dois alpinistas resgatados esta tarde no
Morro da Babilônia faleceu. Trata-se de um homem. O outro resgatado, uma mulher,
encontra-se em estado gravíssimo, com fratura exposta e em estado de choque.
Bombeiros do Quartel do Humaitá foram chamados para resgatar quatro alpinistas
que estavam presos no alto do morro. Segundo as primeiras informações dos
bombeiros, eles teriam ficado presos por causa dos ventos. Outros dois continuam no alto
do morro.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Animais Peçonhentos: Serpentes
Caracterização das serpentes:
Os ofídios, conhecidos também como cobras ou serpentes, são animais vertebrados e ao lado dos lagartos, jacarés e tartarugas compõem o grupo dos répteis. No mundo, são conhecidas atualmente cerca de 2.900 espécies de serpentes, distribuídas entre 465 gêneros e 20 famílias. No Brasil há representantes de 9 famílias, 75 gêneros e 321 espécies, aproximadamente 10% do total de espécies. Estes animais apresentam como características:
- Não possuem membros locomotores;
- Não possuem ouvido externo. Percebem as vibrações do solo através do próprio corpo, que encontra-se em contato com o substrato;
- Os olhos não possuem pálpebras móveis, dando a impressão de permanecerem sempre abertos;
- A língua bífida, isto é, dividida em duas pontas, permite que o animal explore o ambiente, captando partículas que se encontram suspensas no ar e encaminhando-as ao órgão de Jacobson, o qual localiza-se no “céu da boca” e desempenha função semelhante ao olfato;
- Os órgãos das serpentes são como os dos demais vertebrados, porém apresentam formato alongado. As cobras, assim como as aves, não possuem bexiga, expelindo a urina juntamente com as fezes, através da cloaca.
As serpentes ocupam quase todos os tipos de ambientes do globo terrestre, com exceção das calotas polares, onde o clima frio impede a sobrevivência de animais ectotérmicos, isto é, animais que obtêm energia a partir de fontes externas, não metabólicas. Os ofídios podem ser aquáticos ou terrestres. Entre os aquáticos há os que vivem em água doce e os marinhos. No ambiente terrestre, ocupam os hábitats fossoriais, arborícolas ou terrestres, podendo viver em matas, savanas ou desertos.
Cobra: Venenosa ou Não Venenosa?
Esta é uma pergunta bastante freqüente, pois é existe uma grande variedade de serpentes e muitas delas apresentam semelhanças entre si, algumas vezes dificultando a diferenciação entre os animais que são perigosos e os que não são. Porém, existem algumas características que facilitam o reconhecimento de ofídios que podem provocar acidentes por envenenamento.
Animal venenoso é aquele que secreta alguma substância tóxica para outros animais, inclusive para o ser humano. Estas substâncias, ou venenos, podem estar presentes na pele ou em outros órgãos e tem a função de proteção contra predadores. Alguns peixes, diversos anfíbios e alguns invertebrados são exemplos de animais venenosos.
Existem animais que, além de possuírem veneno, possuem estruturas especializadas (dentes, ferrões, espinhos), capazes de inocular seus venenos. Quando isto ocorre, os animais são chamados de peçonhentos. As abelhas, marimbondos, lagartas, aranhas, escorpiões, alguns peixes e as cobras são exemplos de animais peçonhentos.
1. DENTIÇÃO ÁGLIFA: Não existem dentes inoculadores e nem glândulas secretoras de veneno. Está presente em jibóia, sucuri, boipeva.
* Desenho esquemático da cabeça de uma serpente áglifa – observe todos os dentes iguais e voltados para trás. 2. DENTIÇÃO OPISTÓGLIFA: Dentes inculadores fixos, contendo um sulco por onde escorre a substância secretada pelas glândulas de veneno. Estão localizados na região posterior da boca, um de cada lado da cabeça. Este tipo de dentição é encontrado em falsas-corais, muçuranas e cobras-cipó.
* Desenho esquemático da cabeça de uma serpente opistóglifa – observe o dente modificado presente na região posterior da boca.
* Desenho esquemático da cabeça de uma serpente proteróglifa – observe o dente modificado presente na região anterior da boca. Estes dentes apresentam um sulco profundo através do qual o veneno penetra no local atingido pela mordida do animal.4. DENTIÇÃO SOLENÓGLIFA: Os dentes inoculadores de veneno estão presentes e localizam-se na região anterior da boca. Estes dentes são móveis e grandes, com um canal por onde o veneno penetra no local atingido pela mordida do animal.

Diferenças entre serpentes venenosas e não venenosas:
A fosseta loreal tem como função a captação de calor, que permite às serpentes perceberem as diferenças de temperatura no ambiente.
*Corpo coberto por escamas em forma de quilhaAs cobras venenosas também apresentam como características básicas:
*Região dorsal da cabeça de serpente do gênero Bothrops (jararaca).
*Região dorsal da cabeça de serpente do gênero Crotalus (cascavel).
*Região dorsal da cabeça coberta por pequenas escamas
- As cascavéis, jararacas e surucucus apresentam dentição do tipo solenóglifo.
*Detalhe da cabeça de cascavel demonstrando as presas inoculadoras de veneno.
* As corais verdadeiras possuem dentição do tipo proteróglifo e a região dorsal cabeça coberta por placas ou escudos.
*Região dorsal da cabeça coberta por placas.

Principais Serpentes Peçonhentas Do Brasil:
Estatisticamente 19% dos acidentes com serpentes acontecem nas mãos e antebraços e 80% abaixo dos joelhos, isso demonstra a importância do uso de calçados adequados em atividades ao ar livre, em locais com grande população de serpentes é indicado o uso de perneiras.
Como existem diferentes tipos de soro que variam de acordo com cada espécie, é importante que no caso de acidente a espécie seja identificada para agilizar os procedimentos no atendimento do paciente.
Continuando com os dados estatísticos, as Jararacas(gênero Bothrops) são responsáveis por 90% dos casos de acidente com serpentes no Brasil, abaixo seguem os principais tipos de jararacas.
Jararacas (gênero Bothrops)

Também conhecidas por "jararacuçu", "urutu", "jararaca do rabo branco", "cotiara", "caiçaca", "surucucurana","patrona","jararaca-pintada","preguiçosa" e outros.
Características: Coloração variada com padrão de desenhos semelhantes a um "V" invertido. Corpo fino medindo aproximadamente um metro de comprimento.
Possui fosseta loreal (orifício localizado entre o olho e a narina). A cauda é lisa e afilada.
Habitat: É encontrada principalmente nas zonas rurais e periferia de grandes cidades, em lugares úmidos e em que haja roedores (paióis, celeiros, depósitos de lenha etc.).
Distribuição geográfica: Encontrada em todo o território brasileiro.
Sintomas após a picada: Dor, inchaço e manchas arroxeadas na região da picada. Pode haver
sangramento no local, e em outras partes do corpo, como nas gengivas, ferimentos recentes e urina. É possível haver complicações, como infecção e morte do tecido (necrose) no local picado. Nos casos mais graves, os rins param de funcionar.
Tipo de soro: Antibotrópico ou antibotrópico-laquético.
A família das jararacas:





É responsável por 8% dos acidentes ofídicos registrados no país. Também e conhecida por "maraboia", "boicininga", "boiquira", "maracá" e outros.

Características: Coloração: marrom-amarelada e corpo robusto, medindo aproximadamente um metro.
Possui fosseta loreal e apresenta caracteristicamente chocalho ou guizo na cauda. Não tem por hábito atacar e, quando ameaçada, começa a balançar a cauda, emitindo o ruído do chocalho ou guizo.
Habitat: Campos abertos, áreas secas, arenosas ou pedregosas. Encontrada em algumas plantações, como café e cana.
Distribuição geográfica: Encontrada em quase todo o território brasileiro, com exceção da Floresta Amazônica (apesar de já to sido relatada a presença em locais de campos abertos), zona da Mata Atlântica e regiões litorâneas.
Sintomas após a picada: No local quase não ha alterações. A vitima apresenta visão borrada ou dupla, pálpebras caídas e aspecto sonolento. Pode haver dor muscular e a urina torna-se escura algumas horas depois do acidente. O risco de afetar os rins é maior do que nos acidentes com jararaca.
Tipo de soro: Anticrotálico.
Coral (gênero Micrurus)
É responsável por cerca de 0,5% dos acidentes ofídicos registrados no país. Também conhecida por "coral verdadeira", "ibiboboca", "boicorá" e outros.

Sintomas após a picada: No local da picada não se observa alteração importante, porem a vitima apresenta visão borrada ou dupla, pálpebras caídas e aspecto sonolento. Pode haver aumento na salivação e insuficiência respiratória.
Características: São serpentes de pequeno e médio porte, com tamanho em torno de um metro.
Não possuem fosseta loreal. Seu corpo é coberto por anéis vermelhos, pretos,brancos ou amarelos.Na Região Amazônica existem algumas espécies com padrão diferente, como, por exemplo, branco-e-preto. É importante prestar bastante atenção nas cores da coral. Em todo o país existem serpentes não venenosas com coloração semelhante a das corais verdadeiras: são as falsas-corais.
Habitat: Vivem no solo sob folhagens, buracos, entre raízes de árvores, ambientes florestais e próximo de água.
Distribuição geográfica: Encontradas cm todo o território brasileiro.
Tipo de soro: Antielapídico.
COMO PREVENIR ACIDENTES:
- Use sempre botas de cano alto ou botinas com peneiras, bem como luvas de raspa de couro com mangas de proteção nas atividades que ofereçam riscos para os bravos e mãos.
IMPORTANTE SABER QUE:
- O uso de botas pode evitar 80% dos acidentes.
- O uso de sapatos comuns pode evitar até 30% dos acidentes.
- Para evitar a presença das serpentes nas proximidades da residência, é importante realizar a limpeza das áreas ao redor da casa, paiol ou plantação, eliminando montes de entulho, acumulo de lixo ou de folhagens secas e alimentos espalhados no ambiente. Estas medidas evitam a aproximação de ratos, pois, como se sabe, são o principal alimento das serpentes.
- Sempre que for remexer em buracos, folhas secas, vãos de pedras, ocos de troncos ou caminhar pelos campos, use um
pedaço de pau ou graveto. Eles ajudam a evitar acidentes.
- Os vãos em portas, janelas e muros devem ser tapados. Nas soleiras das portas é necessário colocar sacos de areia (em
forma de cobra) para vedá-las. Nas janelas colocar telas, evitando-se, desse modo, a entrada de animais peçonhentos.
- Não se deve segurar as serpentes com as mãos. Mesmo quando mortas, suas presas continuam sendo um risco de envenenamento.
EM CASO DE ACIDENTES MEDIDAS A SEREM TOMADAS:
- NÃO FAÇA TORNIQUETE nem amarre o braço ou a perna acidentada. O torniquete, ou garrote dificulta a circulação do sangue, podendo produzir necrose ou gangrena e não impede que o veneno seja absorvido.
- NÃO SE DEVE CORTAR O LOCAL DA PICADA. Alguns venenos podem provocar hemorragias e o corte aumentará a perda de sangue.
- NÃO ADIANTA CHUPAR O LOCAL DA PICADA. É impossível retirar o veneno do corpo, pois ele entra imediatamente na corrente sanguínea. A sucção pode piorar as condições do local atingido.
- Não coloque folhas, querosene, pó de café, terra, fezes e outras substâncias no local da picada, pois elas não impedem que o veneno vá para o sangue. Ao contrário, podem provocar uma infecção, assim como os cortes.
- Não deixe que o acidentado beba querosene, álcool e outras substâncias tóxicas que, além de não neutralizarem a ação do veneno, podem causar intoxicação.
- Mantenha o acidentado deitado, em repouso com a parte atingida em posição mais elevada, evitando que ele ande ou corra.
- Retire anéis, pulseiras ou qualquer outro objeto que possa impedir a circulação do sangue.
- Leve imediatamente o acidentado ao serviço de saúde, para que ele receba soro e atendimento adequados.
- O soro, quando indicado, deve ser aplicado o mais breve possível e em quantidade suficiente, por profissional habilitado. Deve ser específico para a serpente que o picou. Ex.: o soro antibotrópico para picadas de jararaca não é eficaz para picadas de cascavel (deve ser o soro anticrotálico) ou de coral (soro antielapídico).
FONTES:
Site da Fundação Ezequiel Dias:
http://www.funed.mg.gov.br/animais_peconhentos/caracterizacao/index.php
Site do Instituto Butantan:
http://www.butantan.gov.br/
Manual de Prevenção de Acidentes com Animais Peçonhentos:
www.fundacentro.gov.br/ARQUIVOS/PUBLICACAO/l/Prevenção%20de%20Acidentes%20com%20Animais%20Peçonhentos.pdf
segunda-feira, 26 de maio de 2008
De volta ao mundo real.
Dessa vez com 9 participantes, da esquerda para a direita, Márcio, Marcelinho, Vanessa, Alex (com a cara escondida), Va-Silas, Marina, Weber, Patrícia e eu abaixado.
Como sempre, visual garantido!
Essa foi a nossa luminária todas as noites.
Weber, Alex e eu.
Galerinha dando uma tomada de fôlego antes do elevador.
Gelo na barraca.
Esse a gente usou para fazer raspadinha de limão!sábado, 17 de maio de 2008
Animais Peçonhentos: Lonomia
Com aproximadamente 6 cm de comprimento quando adultas, estas lagartas apresentam espinhos verdes em forma de pinheirinhos sobre o corpo, chamados de scoli. O corpo é marrom escuro com uma faixa marrom (diferenciada do resto do corpo) que se estende por todo o dorso do inseto, sendo margeada por uma estreito contorno preto e este é revestido por um outro contorno branco, este mais externo.
A alimentação do animal é preferencialmente folhas das árvores silvestres e algumas frutíferas como pêssego, ameixa, abacate, goiaba, maçã e manga. Ela vive em comunidades de 80 a 100 animais, que durante o dia ficam agrupados em forma de 'tapete'.
Como prevenir acidentes:
- Na trilha observar antes de colocar a mão em troncos de árvores e raízes, olhar onde vai sentar ou encostar.
- Os acidentes ocorrem geralmente na manipulação de troncos de árvores frutíferas e jardinagem (seringueiras, araticuns, cedro, figueiras-do-mato, ipês, pessegueiros, abacateiros, ameixeiras, etc.).
- Verificar previamente a presença de folhas roídas na copa, casulos e fezes de lagartas no solo com seu aspecto típico, semelhante a grãos dessecados de pimenta-do-reino.
- Observar, durante o dia, os troncos das árvores, locais onde as larvas poderão estar agrupadas. À noite, as taturanas dirigem-se para as copas das árvores para se alimentarem das folhas;
Usar luvas de borracha, especialmente as pessoas que têm contato freqüente com as plantas.
Tratamento:
Nos acidentes por taruranas, recomenda-se aplicação de compressa de água fria no local do contato. Caso a dor seja insuportável há necessidade da aplicação de anestésico injetável local. Essa medida deve ser realizada por profissional da área médica.
Havendo sangramento, o acidentado deverá procurar auxílio médico para aplicação de soro específico.Devido ao grande número de acidentes hemorrágicos a partir de 1989, o Instituto Butantan desenvolveu o Soro Antilonômico que tem a propriedade de reverter o distúrbio causado pela taturana. Atualmente é o único tratamento eficaz .
É também de grande importância que a taturana causadora do acidente seja coletada e levada junto com o acidentado, para uma identificação correta.
Na natureza não existem vilões:
Apesar das taturanas causarem acidentes e algumas prejuízos, como pragas às lavouras, elas são importantes dentro do equilíbrio da natureza. Sabe-se, atualmente, que o surgimento de lonomias em abundância deveu-se ao desequilíbrio ambiental provocados por desmatamentos, queimadas, extermínio de predadores por aplicação de agrotóxicos e por proliferação de loteamentos em áreas preservadas. Ao encontrar taturanas, não mate-as. Colete-as e procure um profissional para a identificação correta e encaminhamento ao órgão competente. Desta forma, você estará colaborando com a ciência e preservando a natureza.
Procure o Instituto Butantan:
Para orientação sobre lagartas urticantes ou outros insetos ligue (11) 37267222 ramal 2128 – Laboratório de Parasitologia/Entomologia – e-mail: taturana@butantan.gov.br
Para orientação sobre tratamento ligue (11) 3726-7222 ramais 2188/2000 – Hospital Vital Brazil: e-mail: hospital@butantan.gov.br
Fontes:
http://www.butantan.gov.br/materialdidatico/numero6/numero6.htm
http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/2376
http://www.cit.sc.gov.br/agentes_animais_lagartas_lonomia.php
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Escaladas em abril
Travessia, céu azul, lua cheia. Quer mais o que?
A nossa travessia desse anos está prometendo, desta vez vamos em 10 pessoas divididas em 3 subgrupos, pois alguns precisam sair da trilha no sábado. Há anos não pegamos um clima assim mas está previsto sol, céu sem núvens e lua cheia para todos os dias! Vamos ver se dessa vez trazemos um material bom em vídeo para editar um vídeo interessante sobre o passeio.
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Mais um ano na Petrópolis-Teresópolis.

Quando ouvi pela primeira vez sobre a travessia Petrópolis-Teresópolis eu tinha 16 anos, estava participando do meu primeiro curso de Montanhismo em Teresópolis, na extinta Lazer Guias de Montanha que era comandada pelo Chiquinho, o ano era 1990. Ele havia me comentado que na serra havia uma caminhada em montanha com visuais fora do comum, onde seria necessário acampar e se utilizar de uma logística meio complexa, além de as vezes enfrentar ventos fortíssimos e temperaturas abaixo de zero. Fiquei extremamente interessado em chegar naquele lugar, mas tive de mudar de cidade e só depois de 5 anos consegui trilhar pela primeira vez tal travessia.
Neste próximo dia 21 de maio estaremos zarpando para mais uma travessia, a qual desde então realizamos anualmente, e a cada vez temos novas emoções além do que as belezas daquele lugar são revitalizantes. Nessa, em especial, a patrôa vai me acompanhar, o que vai melhorar muito o passeio já que vou colocar ela para cozinhar, carregar mochila, montar barraca, lavar panela, hehehehehe... Brincadeirinha.
Na Natureza Selvagem.
Sean Penn é um ator ousado, que não tem medo de arriscar na hora de compor um personagem. Como todo mundo, às vezes erra, mas quando acerta, o resultado enche tanto os olhos quanto as telas. Como diretor, carreira que vem desenvolvendo sem pressa, ele entrega agora o seu melhor filme, e tudo isso seguindo à risca a ousadia que o tornou conhecido.Na Natureza Selvagem (Into The Wild, 2007) é inspirado no livro homônimo, escrito por Jon Krakauer, sobre a vida de Chris McCandless. Aos 22 anos, o jovem largou sua estável vida de bom aluno e classe média-alta para partir em busca de liberdade e aventura. Deixou para trás também a sua própria identidade, rebatizando-se Alexander Supertramp. Com um destino em sua mente, o longínquo e desabitado Alasca, ele foi cruzando o continente e as vidas de muitas pessoas que lhe davam carona, casa ou um emprego temporário.
Além de criar um road movie, gênero típico das descobertas e reflexão do personagem, Penn vai também mostrando um pouco do seu país tanto nos aspectos geográficos - passando por corredeira, deserto e neve - quanto humanos. Supertramp vai vendo e entendendo os diferentes níveis de relacionamento que podem haver entre as pessoas, como os hippies Rainey (Brian Dierker) e Jan (Catherine Keener) e o solitário veterano de guerra Ron Franz, papel que rendeu uma justíssima indicação ao Oscar a Hal Holbrook.
Para ajudá-lo a mostrar as paisagens, é imprescindível a participação do diretor de fotografia Eric Gautier (Diários de Motocicleta), que passa o filme equilibrando a importância do protagonista com as paisagens ao seu redor. E para acentuar este trabalho, entra ainda a bela e emotiva trilha sonora criada por Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, em seu primeiro projeto solo.
Fonte: www.omelete.com.br
Autor: Marcelo Forlani
Trailler do filme:
sábado, 10 de maio de 2008
O mistério do Pico dos Marins.
Em 1985, o então menino Marco Aurélio Bezerra Bosaja Simon, escoteiro do grupo Olivetano de São Paulo perdeu-se na mata e mesmo com uma operação de regate envolvendo 300 pessoas entre bombeiros, soldados do COE, montanhistas, mateiros e voluntários nenhum vestígio do garoto foi encontrado. Desde então diversas hipóteses são levantadas e vão desde a possível entrada do garoto em uma seita religiosa secreta até uma suposta abdução por alienígenas.
Livros sobre o acontecimento:
Para quem se interessar (como eu) em saber mais sobre essa história fica aqui minha recomendação em comprar os livros, nesse link e prestigiar o autor por esses excelentes trabalhos.Para aguçar ainda mais a curiosidade reproduzo abaixo um entrevista ao autor do livro exposta no site Youtube, muito interessante (parte 1 e pate 2):
terça-feira, 6 de maio de 2008
Escaladinha em Pedra Bela, SP.
sábado, 3 de maio de 2008
Turistas são resgatados após dois dias em mata.
Cinco homens que estavam perdidos no Pico dos Marins, em Piquete, a 205 km de São Paulo, foram resgatados na tarde deste sábado (3). O grupo, que é de Sorocaba, subiu o pico na quinta-feira (1º), mas se perdeu e não conseguiu sair da mata.
Apenas na manhã deste sábado eles conseguiram acionar os bombeiros que, com a ajuda de guias, localizou o grupo. Apesar do longo período em que ficaram perdidos, eles passam bem, de acordo com os bombeiros.
Fonte: Globo.
Survivorman: Excursionismo no limite.

Para quem ainda não conhece o tal do Survivorman eu explico. Trata-se de um seriado (facilmente achado no e-mule) no formato aproximado a um reality show, onde um cara chamado Les Stroud passa homéricos perrengues em ambientes hostis e inóspitos (montanhas, pântanos, desertos, ilhas, selvas) durante cerca de sete dia. Ele é deixado na região, sozinho, com um kit básico de sobrevivência que varia de acordo onde ele vai e também uma penca de mini-câmeras de filmagens, baterias e tripé. No decorrer do "perrengão" ele vai documentando tudo por meio das câmeras e o resultado é um episódio bem interessante que acaba ensinando técnicas de sobrevivência aos expectadores, sem falar na camelação total que o cara passa. O programa fez tanto sucesso que já estão aparecendo outros similares como o "A prova de tudo", que é parecido mas bem mais nojento, pois o camarada desse programa é capaz de comer até merda se for necessário, diferente do Survivorman que é mais conservador.
É bom salientar que o conhecimento de técnicas de sobrevivência em ambientes hostis é extremamente importante, principalmente para excursionistas e montanhistas, porém a capacidade de planejamento e logística são muito mais. Um bom excursionista ou montanhista deve prezar pela segurança de sua estadia em locais remotos, mas se não tiver outro jeito vai ser bom saber se virar.